CONFLITO NO ORIENTE MÉDIO

Netanyahu afirma que guerra no Irã terminará antes do esperado, mas evita prazo

Primeiro-ministro de Israel diz que conflito avançará rapidamente, mas mantém cautela sobre metas e duração das operações.

Publicado em 19/03/2026 às 17:08

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou nesta quinta-feira, 19, que a guerra contra o Irã deve chegar ao fim mais rapidamente do que muitos imaginam. Durante coletiva de imprensa, Netanyahu evitou estipular um prazo para o encerramento do conflito, ressaltando que ainda há objetivos a serem alcançados, sem especificar quais seriam.

"Não entrarei em detalhes sobre nossas operações militares", afirmou. "Mas estamos vencendo a guerra e o Irã está sendo destruído."

Netanyahu justificou a ofensiva alegando que o Irã há décadas aterroriza os Estados Unidos e Israel, e que a ameaça de armas nucleares iranianas representa um risco ainda maior para os mercados de petróleo do que o atual conflito.

Segundo o premiê, a logística do transporte de energia deve ser alterada em decorrência da guerra, com a diminuição do uso do Estreito de Ormuz. "Precisamos de mais oleodutos em direção ao Ocidente pela Península Arábica, e isso é muito possível. Acredito que é uma mudança que veremos com essa guerra", destacou.

Netanyahu também negou que os Estados Unidos tenham sido arrastados para o conflito em nome de Israel. "Estamos lutando juntos", disse, acrescentando que a parceria entre os países é sólida e baseada em objetivos comuns. "Não precisei convencer Donald Trump a nada. Ele é um bom líder e toma suas próprias decisões. Nenhum aliado é tão coordenado como eu e Trump somos."

O líder israelense mencionou ainda que Trump, desde o início de seu primeiro mandato, já defendia que o Irã não deveria possuir armas nucleares, postura mantida antes de sua reeleição à Casa Branca. "Eu o visitei em Mar-a-Lago antes de sua eleição, e ele me disse: 'Bibi, temos que garantir que o Irã não terá armas nucleares'", recordou Netanyahu, acrescentando que Teerã teria tentado assassinar Trump "não apenas uma, mas duas vezes".