Crise em Ormuz evidencia pressão dos EUA sobre OTAN, diz Trump
Presidente americano afirma que aliança só agiu após críticas de Washington; aliados enviam navios ao golfo Pérsico.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (19) que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) adotou uma postura "mais amigável" após críticas de Washington à falta de envolvimento do bloco na crise do estreito de Ormuz, cenário de tensão entre EUA, Israel e Irã.
No início da semana, Trump afirmou que os Estados Unidos não precisavam do apoio da OTAN nem de outros parceiros, como Austrália, Japão e Coreia do Sul, no embate com Teerã. Na ocasião, criticou a relutância desses países em colaborar e classificou a aliança como "via de mão única".
"Quando se trata da OTAN, eles não querem nos ajudar a proteger o estreito, embora sejam justamente os que mais dependem dele. Mas agora estão sendo muito mais amigáveis, porque perceberam minha postura", disse Trump a jornalistas antes de se reunir com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, na Casa Branca.
Com a disparada dos preços do petróleo causada pelo conflito, países europeus e Japão recuaram e decidiram apoiar os Estados Unidos na tentativa de liberar o tráfego no estreito. Segundo comunicado, Japão, França, Reino Unido, Itália, Países Baixos e Alemanha enviarão navios militares ao golfo Pérsico.
No fim de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra alvos no Irã, inclusive na capital Teerã, resultando em danos e vítimas civis. Em resposta, o Irã realizou ofensivas contra território israelense e bases militares americanas no Oriente Médio.
A escalada do conflito levou à paralisação do tráfego no estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais para transporte de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) a partir do golfo Pérsico, afetando exportações e a produção energética global.
Por Sputnik Brasil