MERCADO FINANCEIRO

Dólar oscila e volta a subir com tensão geopolítica e alta do petróleo

Moeda americana inverte trajetória, acompanhando avanço do petróleo Brent e cenário de aversão ao risco diante da guerra entre EUA-Israel e Irã.

Publicado em 19/03/2026 às 09:39
Dólar oscila e volta a subir com tensão geopolítica e alta do petróleo

O dólar transferido esta quinta-feira, 19, com viagem de baixa, chegando a R$ 5,2447 (-0,04%), mas inverteu o movimento e passou a operar em alta, girando R$ 5,30. A valorização é impulsionada pela disparada de mais de 5% do petróleo Brent — que superou US$ 113 o barril — e pelo aumento da aversão ao risco em meio à guerra entre EUA-Israel e Irã, que entra no 20º dia.

Juros futuros também registram alta, acompanhando a moeda americana e os Treasuries. No radar dos investidores estão a operação do Banco Central, com venda de dólar à vista e leilão de swap reverso (equivalente à compra da moeda no mercado futuro, com oferta de até US$ 1 bilhão cada), programada entre 9h30 e 9h35, além da decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE), prevista para as 10h15.

Na véspera, o Federal Reserve manteve os juros na faixa de 3,50% a 3,75%, enquanto o Copom conseguiu a Selic em 0,50 ponto percentual, para 14,25% ao ano. Já o Banco da Inglaterra (BoE) decidiu nesta quinta-feira manter a taxa de juros em 3,75% pela segunda reunião consecutiva, diante das incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio e pela inflação persistente no Reino Unido.

No mesmo contexto, o Banco Central da Suíça (SNB) também manteve os juros em 0% e sinalizou possível intervenção no câmbio. O Riksbank, da Suécia, manteve sua taxa em 1,75% e indicou que poderá agir caso a guerra afete a inflação e a economia local.

No Brasil, o IGP-M subiu 0,15% na segunda prévia de março, revertendo a queda de 0,70% registrada em fevereiro, puxado pela tração do IPA-M (0,13%). Por outro lado, houve desaceleração nos índices IPC (0,16%) e INCC (0,30%), sinalizando que a pressão inflacionária está experimentada não atacada.

O Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) do Banco Central avaliou que as condições financeiras globais ficaram mais restritivas desde novembro de 2025, mas ressaltou que o sistema financeiro segue resiliente, com os mecanismos do Fundo Garantidor de Crédito funcionando especificamente para absorver eventuais choques.