ECONOMIA

Banco Central inicia ciclo de queda e reduz Selic para 14,75% ao ano

Copom corta juros pela primeira vez desde maio de 2024 e destaca incertezas externas e inflação acima da meta

Por Sputinik Brasil Publicado em 18/03/2026 às 19:03
Copom corta Selic para 14,75% ao ano e aponta riscos externos e inflação acima da meta. © Foto / Antonio Cruz / Agência Brasil

Copom reduz juros após cinco reuniões de manutenção, cita inflação elevada e riscos globais para economia.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (18), cortar a taxa básica de juros da economia em 0,25 ponto percentual, levando a Selic de 15% para 14,75% ao ano. Esta é a primeira redução desde maio de 2024, após um período de cinco reuniões consecutivas sem alterações.

A medida já era amplamente aguardada pelo mercado financeiro, em razão das sinalizações prévias do comitê sobre o início de um ciclo de flexibilização monetária. Segundo o Copom, a decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o entorno da meta no horizonte relevante.

“Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, afirmou o comitê em comunicado.

Na análise do cenário doméstico, o Copom observou que a atividade econômica mostra sinais de moderação no crescimento, enquanto o mercado de trabalho permanece resiliente. Apesar de algum arrefecimento recente, a inflação segue acima da meta estabelecida.

Em relação ao cenário internacional, o comitê destacou o aumento das incertezas, sobretudo devido à guerra no Irã e aos conflitos no Oriente Médio, que podem afetar cadeias globais de suprimento e pressionar os preços de commodities – fatores que impactam diretamente a inflação no Brasil.

O comunicado ressalta que as projeções de inflação ainda se encontram acima da meta no horizonte relevante, enquanto a incerteza aumentou diante da falta de clareza sobre a duração dos conflitos e seus possíveis efeitos econômicos.

O Banco Central, por meio do Copom, utiliza a taxa Selic como principal instrumento para o controle da inflação. Na ata da reunião anterior, o comitê já havia sinalizado a possibilidade de iniciar cortes, após avaliar a dinâmica recente dos preços e os efeitos defasados da política monetária.