Catar declara 'persona non grata' adido militar do Irã
Decisão do governo catariano foi comunicada ao embaixador do Irã e envolve expulsão de militares e funcionários ligados à embaixada.
O Ministério das Relações Exteriores do Catar anunciou nesta quarta-feira (18) a declaração de persona non grata aos adidos militar e de segurança da Embaixada da República Islâmica do Irã, bem como aos funcionários vinculados a esses cargos. Todos foram notificados a deixar o país em até 24 horas.
A decisão foi comunicada durante reunião entre o diretor de Protocolo do ministério, Ibrahim Yousif Fakhro, e o embaixador do Irã no Catar, Ali Salehabadi.
De acordo com o ministério, a medida responde a ações reiteradas atribuídas ao Irã, consideradas violações à soberania e à segurança catarianas, em desacordo com o direito internacional, resoluções do Conselho de Segurança da ONU e princípios de boa vizinhança.
A chancelaria do Catar alertou ainda que a continuidade dessas práticas poderá resultar em novas medidas para resguardar a soberania, a segurança e os interesses nacionais do país, conforme previsto no direito internacional.
Em comunicado, o ministério reiterou que os adidos e funcionários iranianos foram formalmente notificados e devem cumprir o prazo estipulado para deixar o território catariano.
Imagens de satélite que circulam online sugerem múltiplos pontos de impacto na região de Ras Laffan, principal polo de gás natural liquefeito (GNL) do mundo.