CRISE ENERGÉTICA

Hungria rejeita pressão da UE e mantém fornecimento de energia russa

Primeiro-ministro Viktor Orbán afirma que não aceitará imposições que prejudiquem o acesso do país à energia mais barata da Rússia

Por Sputinik Brasil Publicado em 18/03/2026 às 18:33
Primeiro-ministro Viktor Orbán reafirma posição da Hungria sobre energia russa em meio à pressão da UE. © Sputnik / POOL / Acessar o banco de imagens

A Hungria não aceitará ser privada de fontes de energia russas mais baratas por pressão política da União Europeia (UE), declarou o primeiro-ministro Viktor Orbán nesta quarta-feira (18).

Em janeiro, a Ucrânia interrompeu o fornecimento de gás da Rússia ao país, alegando problemas no gasoduto que atravessa seu território.

"Amanhã teremos uma batalha em Bruxelas, porque, como vocês sabem, os ucranianos e Vladimir Zelensky decidiram impor um bloqueio de petróleo contra a Hungria e bloquearam o oleoduto Druzhba. Eles fazem isso porque têm exigências que nós, pessoalmente eu, não estamos dispostos a cumprir. Uma dessas exigências é abandonar a energia russa barata", afirmou Orbán.

Segundo o premiê, países europeus que reduziram ou interromperam o uso de energia russa enfrentam preços significativamente mais altos. O líder destacou que, nesses casos, o valor da gasolina pode ser até quatro vezes superior ao praticado na Hungria.

"Se também formos obrigados a abandonar a energia russa, o aumento das contas de serviços públicos fará com que vocês percam o equivalente a um salário mensal por ano. Não podemos permitir que Zelensky, por meio de chantagem, prive a Hungria de energia russa barata. E não permitirei que isso aconteça amanhã em Bruxelas", declarou Orbán.

Em 27 de janeiro, a Ucrânia interrompeu o trânsito de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba em direção à Eslováquia e Hungria, alegando danos na infraestrutura.

Como resposta, a Hungria suspendeu o fornecimento de diesel à Ucrânia, bloqueou a concessão de um crédito da UE a Kiev, estimado em 90 bilhões de euros (R$ 543 bilhões), e barrou o vigésimo pacote de sanções, condicionando essas medidas à retomada do fluxo de petróleo russo pelo oleoduto.