TRABALHO E LEGISLAÇÃO

Luiz Marinho defende redução gradual da jornada, mas alerta para impacto em setores essenciais

Ministro reforça proposta de 40 horas semanais, mas ressalta necessidade de flexibilidade para setores que exigem funcionamento contínuo.

Publicado em 18/03/2026 às 17:25
Luiz Marinho defende redução gradual da jornada, mas alerta para impacto em setores essenciais Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, voltou a defender a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais durante audiência na Comissão do Trabalho da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (18). No entanto, ele destacou a importância de garantir que setores essenciais continuem operando diariamente e alertou que a medida não pode "engessar" as atividades econômicas.

“A ponderação que o governo faz é: ao analisar as PECs, caso desejem falar das 36 (horas), pensem bem nesse gradualismo, porque não caberia falar de 36 horas imediatamente”, afirmou o ministro.

Marinho explicou: "Então, nós preferimos trabalhar a redução de jornada para 40 horas semanais, com duas folgas na semana, e as especificidades de escala de jornada, negociação coletiva."

O ministro também ressaltou a necessidade de manter alguns setores em funcionamento contínuo: "Nós teremos necessidade de alguns setores continuarem funcionando os sete dias da semana. A depender do que a gente escreve sobre isso, nós podemos comprometer a atividade econômica, e nós não podemos engessar as atividades econômicas. Precisamos que a economia continue fluindo, funcionando bem", apontou.

A proposta de fim da escala 6x1 está em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, sob relatoria do deputado Paulo Azi (União-BA).

Atualmente, duas PECs tramitam em conjunto: uma de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que prevê 36 horas semanais com um período de transição de 10 anos, e outra da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que propõe 36 horas semanais em escala de 4x3, com transição de um ano.

Segundo o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o projeto deverá ser analisado por uma comissão especial em abril e, em maio, reunido ao plenário para votação em dois turnos.