Conflito no Oriente Médio pressiona economia dos EUA e pode elevar inflação, alerta FED
Presidente do Federal Reserve destaca incertezas causadas pela alta dos preços de energia e possíveis impactos inflacionários.
O conflito em andamento no Oriente Médio gera incertezas para a economia dos Estados Unidos, especialmente devido ao aumento dos preços de energia, que pode acelerar a inflação. O alerta foi feito nesta quarta-feira (18) pelo presidente do Federal Reserve Board (FED), Jerome Powell. Mais cedo, a instituição decidiu manter as taxas de juros atuais, mesmo diante da pressão do ex-presidente Donald Trump por cortes.
"As implicações dos acontecimentos no Oriente Médio para a economia dos Estados Unidos são incertas. No curto prazo, os preços mais altos de energia vão aumentar a inflação geral, mas ainda é cedo para determinar a magnitude e a duração dos possíveis impactos sobre a economia", afirmou Powell em coletiva de imprensa.
A declaração foi dada após o Comitê Federal de Mercado aberto optar por manter a taxa básica de juros dos EUA no intervalo de 3,5% a 3,75% pela segunda reunião consecutiva, em meio à volatilidade internacional do setor energético. A decisão foi aprovada por 11 votos a 1.
Em comunicado, o comitê reforça que o cenário econômico segue cercado de incertezas, destacando os efeitos ainda imprevisíveis do conflito no Oriente Médio.
O aumento dos preços do petróleo já começa a impactar diferentes setores. As companhias aéreas relatam aumento dos custos operacionais devido ao encarecimento do combustível, enquanto autoridades norte-americanas estudam alternativas para garantir o fornecimento de fertilizantes e evitar pressões adicionais sobre os preços dos alimentos.
Com o aumento dos custos, os analistas avaliam que os consumidores podem reduzir gastos, o que pode afetar o ritmo da atividade econômica. Ao mesmo tempo, parceiros comerciais dos EUA, especialmente na Europa, enfrentam um cenário ainda mais desafiador, com choques inflacionários mais intensos relacionados à energia.
A decisão do FED ocorre também em meio às políticas em Washington. O ex-presidente Donald Trump tem defendido a redução dos juros, enquanto Powell afirmou que permanecerá no cargo até concluir a investigação sobre os custos da reforma da sede do FED.
Por Sputinik Brasil