POLÍTICA & ECONOMIA

Marinho defende análise de apoio estatal a setores específicos com fim da jornada 6x1

Ministro do Trabalho afirma que redução da jornada não elevará informalidade e descarta subsídios gerais a empresas.

Publicado em 18/03/2026 às 15:43
Marinho defende análise de apoio estatal a setores específicos com fim da jornada 6x1 Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira (18) que a redução da jornada de trabalho 6x1 não resultará em aumento da informalidade. Marinho também desistiu da possibilidade de o governo conceder compensações ou subsídios gerais às empresas, mas ponderou que é necessário avaliar se alguns segmentos "ultra específicos" precisaria de apoio estatal. As declarações foram dadas durante audiência na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados.

“É um debate sobre impactos econômicos que a Casa vai ter que fazer e enfrentar. Impactos existem, no custo, e na qualidade e produtividade”, afirmou Marinho.

Segundo o ministro, a redução da jornada pode trazer resultados positivos, como a melhoria do ambiente de trabalho e o aumento da produtividade. “Se a redução impacta no custo, ok, e tem que colocar na outra balança os resultados positivos que causa. E aí até avaliar se é o caso de algum segmento ultra específico que precisa de algum apoio governamental, apoio do Estado”, declarou.

Marinho fez questão de afastar qualquer intenção do governo em conceder subsídios ou benefícios a empresas devido à redução da jornada. Para ele, as experiências anteriores mostram que não houve aumento da informalidade, e isso deve se repetir.

"Na visão do governo não há que falar em benefício, desoneração, de incentivo, subsídio; não é plausível, em especial neste momento das nossas condições fiscais. Não acho que seria por aí a solução. Temos que apostar de facto na melhoria do ambiente e da produtividade", completou o ministro.