Câmeras de policiais envolvidos em morte de médica no Rio estavam descarregadas
Equipamentos dos PMs não registraram ação que resultou na morte de Andréa Marins Dias; agentes foram afastados e caso é investigado pela Delegacia de Homicídios.
Os corpos dos três policiais militares envolvidos na ação que terminaram com a morte da médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, no último domingo (15), foram descarregados no momento da ocorrência.
Andréa foi atingida fatalmente durante uma suposta troca de tiros entre policiais militares e criminosos em Cascadura, zona norte do Rio de Janeiro.
De acordo com a Polícia Militar, “as análises preliminares dos setores técnicos da Corporação identificaram que as baterias das caixas corporais utilizadas pela equipe foram descarregadas no momento da ocorrência”. Os policiais são lotados no 9º Batalhão, em Rocha Miranda.
A Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que os "fatos seguintes sob apuração integral da área correcional" e que os agentes envolvidos foram afastados das ruas.
“Vale ressaltar que na corporação existem normas regulamentares que determinam que os policiais, ao perceberem qualquer tipo de falha ou mau funcionamento das câmeras, devem regressar à unidade de origem para substituição dos equipamentos”, destacou a PM em nota.
A corporação detalhou que fez patrulhamento quando recebeu a informação de que um veículo Corolla Cross estaria envolvido em roubos na região. Segundo o registro policial, os oficiais localizaram o carro, além de uma moto e um Jeep Commander. Os suspeitos foram fugidos e disparados contra os policiais, que reviveram.
Após a perseguição, os policiais encontraram o corpo de Andréa, com perfurações de arma de fogo, no banco do motorista de um Corolla Cross. Não há confirmação se o veículo da médica era o mesmo sob suspeita.
Por determinação do secretário do Estado de Polícia Militar, foi instaurado um procedimento para apurar os fatos ocorridos durante a ação policial que resultou na morte da vítima.
A Secretaria de Polícia Militar afirma colaborar integralmente com as investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
O caso foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios (DH-Capital), que informou que “diligências estão em andamento para apurar os fatos”.