Benefícios flexíveis avançam e modelo que unifica alimentação e refeição já está em 63% das empresas
A alimentação respondeu por 82% das transações de benefícios corporativos no Brasil em 2025, segundo o Panorama do RH 2026 da Caju
A alimentação segue como o principal destino dos benefícios corporativos no Brasil, concentrando 82% das transações registradas em 2025, segundo o Panorama do RH 2026 da Caju. Ao mesmo tempo, as empresas vêm modernizando a forma de estruturar esse benefício: modelos que permitem unificar vale-refeição e vale-alimentação em um único saldo — prática adotada por empresas que optam conceder o benefício fora do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), com base na legislação CLT — já estão presentes em 63% das empresas analisadas, refletindo uma mudança na gestão de benefícios e maior autonomia para o colaborador decidir como utilizar o recurso.
Os dados fazem parte do Panorama do RH 2026, estudo baseado na análise de 59 mil empresas e mais de 127 milhões de transações realizadas ao longo de 2025, que busca entender como as organizações brasileiras estruturam políticas de benefícios e como esses recursos são utilizados pelos colaboradores.
Segundo a Caju, o avanço dos benefícios flexíveis reflete uma mudança mais ampla na forma como as empresas pensam sobre a experiência do colaborador. Em vez de pacotes rígidos e categorias totalmente separadas, cresce o modelo em que a empresa define o valor do benefício e oferece mais liberdade para que cada profissional utilize o recurso conforme sua rotina e suas necessidades.
Dentro desse cenário, a alimentação continua sendo o núcleo da política de benefícios. Ao longo de 2025, as categorias relacionadas à alimentação (vale-alimentação, vale-refeição e Auxílio Alimentação) somaram mais de 104 milhões de transações, o que representa 82% do total registrado na base analisada.
Esse movimento também aparece quando se observa a oferta de categorias pelas empresas. O Auxílio Alimentação, categoria que permite integrar os valores destinados a alimentação e refeição em uma única carteira para empresas que optam por conceder o benefício fora do PAT, já está presente em 63% das empresas. Em seguida aparecem Mobilidade, em 49,7%, e o saldo Multi, que permite uso ainda mais flexível do benefício, em 28,6%. Já os benefícios ligados a desenvolvimento e qualidade de vida ainda têm presença mais limitada nas políticas corporativas: Educação está presente em 2,1% das empresas e Cultura em 3,6%.
Na prática, a integração das categorias alimentares tem sido um dos caminhos mais adotados para ampliar a flexibilidade na gestão do benefício. O modelo de Auxílio Alimentação registrou mais de 57 milhões de transações em 2025, tornando-se a modalidade de maior volume de uso entre os clientes da Caju. O valor médio por transação foi de R$ 56,95, com utilização predominante em supermercados, mercearias e restaurantes.
Quando analisadas separadamente, as categorias tradicionais também apresentam volumes expressivos. A categoria Alimentação (VA) registrou mais de 24 milhões de transações no ano, com ticket médio de R$ 63,82, concentrado principalmente em supermercados e clubes de atacado. Já a categoria Refeição (VR) somou mais de 21 milhões de transações, com ticket médio de R$ 56,43, associada ao consumo de refeições prontas durante a jornada de trabalho.
Outro dado relevante do estudo é o ritmo de consumo desses benefícios. Em média, o saldo depositado nas categorias alimentares é utilizado entre 15 e 17 dias após o depósito, indicando que o recurso é consumido de forma recorrente ao longo do mês e faz parte do orçamento cotidiano dos colaboradores.
“Os dados mostram que a cesta alimentar segue no centro das políticas de benefícios no Brasil. Em muitos casos, o VA e o VR deixam de ser apenas um complemento e passam a fazer parte do orçamento cotidiano do trabalhador”, afirma Eduardo del Giglio, CEO da Caju.
Para a empresa, a evolução do modelo de benefícios aponta para uma tendência clara de simplificação da gestão e aumento da autonomia dos colaboradores. Em vez de manter categorias rígidas, cada vez mais organizações optam por estruturas que permitem maior flexibilidade dentro dos limites regulatórios.
“A integração das categorias mostra uma mudança importante na forma como as empresas estruturam o benefício. Em vez de definir previamente onde o recurso deve ser usado, elas passam a oferecer mais autonomia para que o colaborador decida se prefere utilizar o saldo para refeições fora de casa ou para compras no supermercado”, explica Eduardo.
Sobre a Caju
Com 60 mil clientes e mais de 1 milhão de usuários em todo o Brasil, a Caju é uma empresa de tecnologia construindo a melhor experiência para empresas e colaboradores nos momentos importantes de suas jornadas. Nossa plataforma simplifica, agiliza e escala as operações de benefícios, gestão de pessoas e despesas corporativas com centralização e integração de dados e sistemas. Fazemos isso com uma experiência de uso fluida, unificada e suporte ágil tanto para colaboradores quanto para as equipes que cuidam das operações. A Caju possui mais de 500 colaboradores e também foi reconhecida como a startup que mais cresce no Brasil pelo ranking de ‘Top Startups’ do LinkedIn em 2024. Saiba mais em: http://www.caju.com.br