MEIO AMBIENTE

Banhistas devem manter distância de elefante-marinho que aparece em praia de Maceió

Alurb alerta que tentativas de interagir, tocar ou alimentar o animal constituem importunação e podem resultar em multa de até R$ 5 mil

Publicado em 18/03/2026 às 10:39
Elefante-marinho monitorado em praia de Maceió; autoridades reforçam isolamento para proteção do animal e banhistas. Cortesia/Instituto Biota

Com o apoio do Instituto Biota, a Autarquia Municipal de Desenvolvimento Sustentável (Alurb) faz um alerta aos maceioenses sobre o elefante-marinho que chegou à capital nesta quarta-feira (18). O animal vem sendo monitorado desde a última quinta-feira (12), após aparecer na faixa de areia da praia da Barra de Santo Antônio, no Litoral Norte de Alagoas, e ser alvo de molestamento por banhista no domingo (15).

Após percorrer mais de 30 quilômetros até Maceió, aumentou-se a preocupação para evitar que o elefante-marinho seja novamente molestado, o que inclui tocar, procurar, alimentar ou tentar interagir. Tais atitudes podem causar desconforto e estresse ao animal. Bruno Stefanis, biólogo e diretor do Instituto Biota, explica que o animal é jovem e está passando por um período de muda de pele e pelos, o que justifica seu comportamento.

Foto: Cortesia/Instituto Biota
Foto: Cortesia/Instituto Biota

"Esse comportamento é normal, mas essa espécie por aqui não é comum. Iremos manter um isolamento, com o apoio da Prefeitura, pois nossas praias urbanas têm muitas pessoas e isso pode ser prejudicial. O animal pode pegar ou transmitir uma doença, sem falar que ele tem uma mordida muito poderosa, que pode causar um acidente grave. Queremos que ele passe por esse período tranquilo, sem transtorno para banhistas e nem para ele mesmo" , disse Stefanis.

O diretor-presidente da Alurb, Moacir Teófilo, ressalta a importância de manter o isolamento para preservar a saúde dos animais e das pessoas que frequentam a orla.

"É uma visita que causa curiosidade nas pessoas, mas é essencial que entendam que a aproximação traz riscos para ambos os lados. Sendo assim, daremos apoio ao Biota neste isolamento para que tudo ocorra da melhor forma" , afirmou.

A busca por monitoramento evita interferência humana e garante que o elefante-marinho possa retornar ao mar naturalmente. Além do bem-estar do animal, há preocupação com a saúde pública, já que a aproximação pode oferecer risco de transmissão de doenças graves, como a gripe aviária. Quem desrespeitar o isolamento, que deve ser de 20 a 30 metros, está sujeito a multas que variam de R$ 2.500 a R$ 5 mil.