PF deflagra megaoperação contra tráfico de drogas e armas em 15 Estados
Ação coordenada cumpre mais de 100 mandados de prisão e bloqueia R$ 70 milhões em contas ligadas ao crime organizado
As Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO) deflagraram nesta quarta-feira (18) a Operação Integrada I, uma operação nacional contra o tráfico de drogas e armas, a atuação de facções criminosas e a lavagem de dinheiro.
A operação ocorre simultaneamente em 15 Estados. Em São Paulo, a unidade de Campinas lançou a Operação Dry Fall, focada em combater o tráfico de drogas, armas e crimes violentos.
Estão sendo cumpridos 37 mandados de prisão temporária e 35 de busca e apreensão em 13 cidades paulistas, entre elas Santo André, São Bernardo do Campo e a capital. Também há ações em Foz do Iguaçu (PR), João Monlevade (MG) e Londrina (PR).
Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado tem ligação com a facção Comando Vermelho, envolvido com tráfico de drogas e crimes violentos relacionados à disputa territorial no interior paulista.
As investigações apontam que os crimes movimentavam grandes cargas de haxixe de alto teor de tetrahidrocanabinol (THC) e mantinham um esquema interessante de tráfico de armas, utilizando empresas de fachada para ocultar valores ilícitos.
Foi determinado o bloqueio de cerca de 150 contas bancárias, que podem somar até R$ 70 milhões, além do sequestro de bens e da suspensão das atividades de 20 empresas de fachada usadas para lavagem de dinheiro.
A ação em São Paulo mobilizou cerca de 120 policiais federais e 250 policiais militares.
Operação em todo o país
As FICCOs são estruturas de cooperação criadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em parceria com órgãos estaduais e federais, reunindo agentes das polícias Civil, Militar, Federal, Rodoviária Federal, Penal Federal e outras forças especializadas. A cooperação é da PF, sem classificação entre as instituições.
No total, a Operação Integrada cumpri 181 mandatos de busca e apreensão e 112 de prisão.
Em Pernambuco, os alvos são investigados por tráfico de drogas e armas, roubos de cargas e lavagem de dinheiro, com atuação em todo o Sertão. No Maranhão, a ação mira um grupo especializado em tráfico de cocaína e crack, resultando no bloqueio de R$ 297 milhões, além do sequestro de imóveis, veículos de luxo, maquinário pesado e arma de fogo.
No Rio Grande do Sul, o foco é uma organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas na Serra Gaúcha e no Vale do Rio dos Sinos. Na Bahia, as investigações envolvem tráfico de drogas e organizações criminosas.
No Espírito Santo, a operação busca desarticular um grupo investigado por desvio e venda de entorpecentes apreendidos. No Amazonas, o alvo é uma organização criminosa que atua no tráfico de drogas por meio do Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus.
Em Alagoas, a purificação envolve traficantes que utilizam uma pizzaria de fachada para ocultar atividades ilícitas. Em Goiás, o foco é um grupo ligado ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
No Pará, a ação tem três frentes, incluindo operações contra membros do Comando Vermelho. Em Sergipe, o objetivo é combater o tráfico de armas de fogo e munições.
No Amapá, uma investigação apura o furo de um equipamento de informática de um assessor de senador do Estado, cujo nome não foi divulgado. No Paraná, o alvo é uma organização criminosa com vínculos operacionais com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Em Minas Gerais, a prioridade é a captura de foragidos ligados ao tráfico de drogas. No Ceará, o objetivo é prender autores de crimes violentos.