CCJ aprova prisão preventiva obrigatória por descumprimento de cautelar em violência doméstica
Projeto de lei determina prisão preventiva automática para quem viola medidas protetivas em casos de violência doméstica ou familiar.
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 17, o Projeto de Lei 5.125/2023, que estabelece a obrigatoriedade da conversão em prisão preventiva para réus que descumprirem medidas cautelares em processos envolvendo crimes violentos ou situações de violência doméstica e familiar. A proposta foi apresentada pelo deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ) em outubro de 2023.
O relator da matéria, deputado Marangoni (União-SP), recomendou a aprovação do substitutivo elaborado pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.
De acordo com o substitutivo, o descumprimento de medidas cautelares como proibição de acesso a determinados locais, restrição de contato com pessoas específicas ou violação do monitoramento eletrônico resultará, obrigatoriamente, na substituição pela prisão preventiva.
A alteração será inserida no artigo 282 do Código de Processo Penal e se aplica a casos que envolvam mulheres, crianças, adolescentes, idosos, enfermos ou pessoas com deficiência.
O projeto também modifica a Lei de Execução Penal, determinando que o monitorado deve respeitar o perímetro de restrição imposto pela monitoração eletrônica e manter o equipamento carregado para garantir o monitoramento contínuo.
O descumprimento comprovado e intencional dessas obrigações será considerado falta grave, permitindo ao juiz revogar benefícios como a prisão domiciliar. A proposta entra em vigor na data de sua publicação.