Hassett prevê fim próximo da guerra dos EUA contra o Irã e apoia diálogo entre Trump e Xi Jinping
Diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca afirma que conflito pode terminar em semanas e destaca impacto econômico controlado
O diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, declarou nesta terça-feira (17) que a guerra entre Estados Unidos e Irã deve chegar ao fim em poucas semanas. Em entrevista à CNBC, Hassett afirmou que a equipe econômica está "otimista" quanto a uma resolução breve do conflito. Segundo ele, já há petroleiros voltando a transitar pelo Estreito de Ormuz, que havia sido fechado pelo Irã em meio às hostilidades.
"Estamos adiantados em relação ao previsto. E já é possível ver petroleiros começando a passar pelo estreito. Acho que isso é um sinal de quão pouco resta ao Irã. Portanto, estamos muito otimistas de que isso terminará em breve", disse Hassett.
Ao ser questionado sobre o prazo para o fim da guerra, Hassett sugeriu que pode ocorrer em semanas, ressaltando que os Estados Unidos estão "adiantados" em relação ao cronograma inicial.
"O que usamos como base é, em primeiro lugar, o que o presidente disse, que é um programa de quatro a seis semanas, e estamos adiantados em relação ao cronograma, estando na terceira semana. Então, poderíamos considerar isso um cenário base", explicou.
Apesar da previsão otimista, Hassett destacou que acompanha os impactos econômicos do conflito. Para ele, mesmo que a guerra se prolongue, a economia americana não seria significativamente afetada, pois é "fundamentalmente sólida".
"A economia dos EUA é fundamentalmente sólida e, se o programa fosse estendido, não a afetaria muito. Isso prejudicaria os consumidores. E teríamos que pensar, caso isso continuasse, no que faríamos a respeito. Mas essa é realmente a nossa menor preocupação agora, porque estamos muito confiantes de que tudo está adiantado em relação ao cronograma", completou.
Hassett ainda reconheceu que, embora os preços da gasolina estejam mais altos, a economia dos EUA segue robusta. "Não há a menor chance de o presidente Trump recuar até que leve isso até o fim", afirmou.
O diretor também avaliou que os EUA tiveram "enorme sucesso" até o momento, considerando as implicações econômicas do conflito. "Tivemos um enorme sucesso até agora, no sentido de que destruímos as forças armadas do Irã", declarou, acrescentando que "haverá repercussões nos preços durante algumas semanas enquanto os navios chegam às refinarias".
O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã entrou na terceira semana, marcado por novos ataques e pela alta no preço do petróleo bruto, que ultrapassou os US$ 100 o barril na segunda-feira (16). Desde o início da guerra, o barril de petróleo Brent, referência internacional, valorizou-se mais de 40%. O petróleo bruto de referência dos EUA já acumula alta de quase 50%.
Encontro entre Trump e Xi Jinping
Hassett também comentou sobre o adiamento do encontro entre Donald Trump e o presidente da China, Xi Jinping, anunciado na última segunda-feira (16), em meio às pressões dos EUA para que países colaborem com a segurança do Estreito de Ormuz.
Segundo o diretor, a China é "altamente dependente do petróleo iraniano" e, com o fim do conflito, será beneficiada. "Este é um caso em que os objetivos de ambos os países estão alinhados: ambos querem um mercado mundial de petróleo estável", afirmou.
Hassett disse ainda acreditar que Trump e Xi Jinping "são bons amigos e, quando esta guerra terminar, o que deve acontecer em breve, tenho certeza de que eles se encontrarão e terão muito o que conversar".
"E espero que os chineses expressem gratidão pelo que o presidente Trump fez", concluiu.