MERCADO INTERNACIONAL

Petróleo fecha em alta diante de incertezas no Estreito de Ormuz e impasse na Otan

Cotações sobem com temores sobre conflitos no Oriente Médio e falta de apoio europeu à escolta de petroleiros

Publicado em 17/03/2026 às 16:20
Petróleo Reprodução

O petróleo cercou nesta terça-feira, 17, com alta de aproximadamente 3%, impulsionado pelo aumento das dúvidas sobre a navegabilidade no Estreito de Ormuz, devido à continuidade do conflito no Oriente Médio. Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenta formar uma coalizão internacional para escoltar navios petroleiros na região.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o petróleo WTI para abril registrou valorização de 3,32% (US$ 3,07), fechando a US$ 95,53 o barril.

O Brent para maio, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), subiu 3,20% (US$ 3,21), encerrando o dia cotado a US$ 103,42 o barril.

Durante a manhã, o petróleo chegou a perder força e operar próximo da estabilidade, após declarações do diretor do Conselho Econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, diminuindo que o conflito entre EUA e Irã "vai acabar em breve". O próprio Trump reforçou a mensagem, afirmando que uma incursão americana no Irã será de “curta duração”.

O presidente norte-americano também criticou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), após países-membros se recusarem a apoiar os EUA no conflito com o Irã. Segundo Trump, os preços do petróleo tendem a cair “drasticamente” com o fim da guerra e a reabertura do Estreito de Ormuz. Dados da MarineTraffic indicam que apenas 15 navios atravessaram o estreito nos últimos dias.

Analistas do Swissquote avaliam que a negativa dos europeus reflete as recentes ameaças de Trump envolvidas na Groenlândia, além da imposição de tarifas comerciais contra aliados. “Trump impôs tarifas comerciais massivas a parceiros ao redor do mundo – balançando as economias a tal ponto que enviar navios de guerra para o Estreito de Ormuz ao lado dos EUA tornou-se uma decisão política extremamente complexa”, analisa.

No Reino Unido, os preços dos combustíveis atingiram o maior patamar em mais de 18 meses, após a segunda semana consecutiva de forte alta dos custos, em resposta ao agravamento do conflito no Oriente Médio, segundo a Bloomberg.

Já o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, declarou à Bloomberg que a Grécia está se consolidando como um importante centro de gás natural para a Europa Central e do Sudeste, após a União Europeia eliminar a importação de hidrocarbonetos provenientes da Rússia.