ECONOMIA

INSS suspende novos empréstimos consignados do C6 Consig para aposentados

Instituto identificou cobrança de taxas indevidas em contratos do banco, segundo despacho publicado no Diário Oficial da União.

Publicado em 17/03/2026 às 11:20
INSS suspende novos empréstimos consignados do C6 Consig para aposentados após identificar cobranças indevidas.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu a oferta de novos empréstimos consignados pelo banco C6 Consig a aposentados e pensionistas do Regime Geral da Previdência Social. O C6 Consig é administrado pela holding N7, que também controla o C6 Bank.

As operações anteriormente autorizadas foram suspensas por meio de despacho publicadas no Diário Oficial da União nesta terça-feira (17).

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No despacho, assinado pelo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, o instituto afirma que o C6 Consig descumpriu cláusulas do Acordo de Cooperação Técnica ao inserir, nas parcelas relativas aos empréstimos consignados contratados, taxas indevidas de serviços.

Segundo nota divulgada à imprensa, a suspensão da coleta de novas averbações (registros) de crédito consignados pela C6 Consig foi adotada após a Controladoria-Geral da União (CGU) identificar pelo menos 320 mil contratos da instituição com compromissos de cobrança de custos adicionais, como pacotes de serviços e seguros.

A proteção será mantida até que os valores cobrados indevidamente sejam restituídos aos prejudicados, devidamente corrigidos.

Conduta grave

De acordo com o INSS, as irregularidades encontradas resultaram na redução do valor líquido efetivamente proporcionado aos clientes, o que é classificado como “conduta considerada de alta gravidade”.

"O INSS reforça que é proibida a inclusão de custos extras, como taxas administrativas, prêmios de seguros ou quaisquer encargos estranhos à operação de crédito consignado. Existe uma regra para preservar a integridade da margem consignável e proteger a renda alimentar dos beneficiários", destacou o instituto.

Antes de suspender a cobrança de novas averbações, técnicos do INSS se reuniram por oito vezes com representantes do C6 Consig, entre novembro de 2025 e 19 de janeiro deste ano, mas não houve acordo para regularização das irregularidades.

Outro lado

Em nota, o C6 afirmou que discorda integralmente da interpretação do INSS e que não praticou nenhuma irregularidade, tendo seguidas rigorosamente todas as normas vigentes . O banco informou que vai recorrer à decisão na esfera judicial, garantindo que a contratação do consignado nunca esteve condicionada à compra de outros produtos e que não desconta parcelas monetárias referentes à contratação de pacotes de benefícios.