MERCADO INTERNACIONAL

Petróleo recua com foco em tensões no Oriente Médio e reabertura do Estreito de Ormuz

Cotação do Brent permanece acima de US$ 100, enquanto investidores acompanham conflito e pressão dos EUA para garantir o fluxo da commodity.

Publicado em 16/03/2026 às 16:31
Estreito de Ormuz, no Oriente Médio © ANSA/AFP

O petróleo cercou o preço desta segunda-feira, 16, em queda, em uma sessão marcada por forte volatilidade e com o Brent ainda cotado acima dos US$ 100 por barril. Os investidores seguem atentos ao agravamento do conflito no Oriente Médio e à pressão dos Estados Unidos para garantir o escoamento da commodity pelo estratégico Estreito de Ormuz.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o petróleo WTI para abril registrou baixa de 5,28% (US$ 5,21), fechando a US$ 93,50 o barril.

Já o Brent para maio, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), recuperou 2,84% (US$ 2,93), encerrando a US$ 100,21 o barril.

Os contratos futuros do petróleo chegaram a operar em alta durante a manhã, mas inverteram o movimento e ampliaram as perdas ao longo da tarde.

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou esperar que sejam realizadas mais algumas "poucas investidas" no Irã, afirmando que o país persa possui "pouquíssimas" opções restantes. Trump também voltou a cobrar apoio de aliados para reabrir o Estreito de Ormuz e disse esperar que os preços do petróleo "caiam como pedra" após o fim do conflito.

O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, afirmou estar "bem" quanto à situação no estreito e garantiu que o país está suficientemente abastecido de petróleo.

Apesar da queda registrada nesta segunda, os operadores do mercado seguem precisando a possibilidade de um conflito prolongado, impulsionados por uma percepção crescente de erro estratégico quanto ao escopo e à duração das hostilidades. Esse cenário, segundo Samer Hasn, da XS.com, fornece o impulso altista necessário para uma maior descoberta de preços.

A S&P Global revisou para cima sua projeção de preços para o WTI e o Brent em US$ 15 por barril para o restante de 2026, mantendo inalteradas as estimativas para 2027 a 2029.

Também de olho no conflito, o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou nesta segunda-feira que os países-membros poderão liberar mais petróleo no mercado futuramente “conforme e se necessário”.

Com informações da Dow Jones Newswires