CRISE NO ORIENTE MÉDIO

'Não sabemos se o líder supremo está morto ou não', diz Trump sobre o Irã

Presidente dos EUA levanta dúvidas sobre paradeiro e estado de saúde de Mojtaba Khamenei, sucessor de Ali Khamenei.

Publicado em 16/03/2026 às 16:28
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump AP/Allison Robbert

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 16, que não há informações claras sobre o estado de saúde do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, e sugeriu a possibilidade de ele estar morto. A declaração foi dada durante a coletiva de imprensa, quando Trump foi questionado sobre os relatos recebidos de seus conselheiros a respeito do sucessor do aiatolá Ali Khamenei, morto durante ataques no início da guerra.

Segundo Trump, as informações sobre a condição de Mojtaba Khamenei são contraditórias. "Muita gente está dizendo que ele está gravemente desfigurado. Dizem que ele perdeu uma perna e ficou muito ferido. Outras pessoas dizem que ele está morto. Ninguém está dizendo que ele está 100% saudável", afirmou o presidente.

Trump destacou ainda a ausência de aparições públicas do líder iraniano. "Não sabemos se ele está morto ou não. Vou dizer o seguinte: ninguém o viu, o que é incomum", disse, ao comparar o silêncio atual com a frequência com que o antigo líder se manifestava.

A incerteza sobre o paradeiro de Mojtaba Khamenei aumentou depois que o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, declarou na sexta-feira, 13, que o líder estaria ferido e possivelmente desfigurado. Hegseth, no entanto, não apresentou provas nem detalhes adicionais, embora autoridades iranianas já tenham confirmado que o novo líder sofreu ferimentos.

Mojtaba Khamenei foi anunciado como líder supremo do Irã após a morte do pai, Ali Khamenei, em um atentado ocorrido no início do conflito envolvendo Estados Unidos e Israel contra o país, em 28 de fevereiro. Desde então, Mojtaba permanece recluso e não fez aparições públicas.

Na quinta-feira, 12, uma declaração escrita atribuída ao novo líder foi lida por um jornalista da emissora estatal iraniana. No comunicado, ele planejou o fechamento do Estreito de Ormuz, prometeu vingança pelos mortos e afirmou estar disposto a continuar a guerra.