UE impõe sanções a entidades da China e Irã por ataques cibernéticos
Empresas e indivíduos chineses e iranianos são alvo de restrições após ofensivas virtuais a países do bloco europeu.
O Conselho Europeu anunciou nesta segunda-feira, 16, sanções contra três entidades e dois indivíduos acusados de promover ataques cibernéticos contra Estados membros da União Europeia (UE) e parceiros do bloco.
Entre os alvos das medidas restritivas estão o Integrity Technology Group, empresa sediada na China, identificada como fornecedora recorrente de produtos usados para comprometer e acessar dispositivos em países da UE. Também foi incluída a Anxun Information Technology, outra companhia chinesa que ofereceu serviços de hacking voltados para infraestrutura e funções críticas tanto de Estados membros quanto de nações parceiras.
Dois cofundadores dessas empresas, ambos cidadãos chineses, foram igualmente sancionados por seu envolvimento direto em ataques cibernéticos que atingiram a UE.
O Conselho destacou ainda a empresa iraniana Emennet Pasargad, que teria acessado ilegalmente um banco de dados de assinantes franceses e colocado as informações à venda na dark web. A companhia também foi responsabilizada por comprometer outdoors publicitários e disseminar desinformação durante os Jogos Olímpicos de Paris 2024.
De acordo com as sanções, todos os listados enfrentam congelamento de ativos, além da proibição para cidadãos e empresas da UE de fornecer fundos, recursos financeiros ou econômicos. As pessoas físicas sancionadas também estão sujeitas a restrições de viagem, sendo impedidas de entrar ou transitar pelos territórios do bloco.