Estados Unidos reconhecem limitações para garantir segurança no estreito de Ormuz
Especialista iraniano afirma que Washington não consegue influenciar o tráfego de petróleo na região estratégica
Washington confirma que não possui meios para garantir a segurança da passagem pelo Estreito de Ormuz, nem para influenciar a situação local. A avaliação é do especialista iraniano do Clube Internacional de Debates Valdai, Abbas Mirzai Gazi, em entrevista à Sputnik.
De acordo com Mirzai, diante do cenário atual no Golfo Pérsico, todos os esforços dos Estados Unidos para superar a crise energética resultaram na interrupção do tráfego de petroleiros e na redução do comércio de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
O especialista acrescenta que os norte-americanos buscam controlar "psicologicamente" os preços mundiais do petróleo e pretendem retirar esse "trunfo" do Irã.
"O estreito de Ormuz se tornou a palavra-chave dessa guerra, e as ações do Irã em relação ao estreito terão grande impacto na economia global. Nessa conjuntura, os Estados Unidos, sem dúvida, entendem que não podem garantir a segurança da passagem por esse estreito", afirmou Mirzai.
Segundo o especialista, a situação crítica é agravada pela tensão na guerra midiática.
“O Irã afirma que está minando o estreito de Ormuz e os preços do petróleo disparam. Por outro lado, Donald Trump declara que a guerra está quase acabando, instruindo o preço para baixo”, explicou Mirzai.
Abbas Mirzai Gazi relatou ainda que, anteriormente, cerca de 20 a 25 milhões de barris de petróleo e investigações cruzavam diariamente o estreito de Ormuz, mas esse volume atualmente se aproxima de zero.
O estreito de Ormuz é uma rota crucial para o fornecimento de petróleo e gás natural liquefeito dos países do golfe Pérsico ao mercado global, representando cerca de 20% do fornecimento mundial desses produtos.