SEGURANÇA INTERNACIONAL

Equador lança ofensiva contra o narcotráfico com apoio dos EUA por duas semanas

Operação conjunta impõe toque de recolher em quatro províncias e intensifica combate ao crime organizado

Publicado em 15/03/2026 às 20:30
Militares equatorianos intensificam ações contra o narcotráfico com apoio dos EUA em quatro províncias. © AP Photo / Jacquelyn Martin

O Equador iniciou neste domingo (15) uma operação conjunta com os Estados Unidos para combater organizações de narcotráfico, impondo toques de recolher em regiões estratégicas do país por 15 dias.

Até 31 de março, as províncias costeiras de Guayas, Los Ríos, Santo Domingo de los Tsáchilas e El Oro estarão sob toque de recolher das 23h às 5h. Estão autorizados a circular apenas viajantes com passagem aérea, profissionais de saúde e trabalhadores de serviços emergenciais.

Segundo o ministro do Interior, John Reimberg, as forças militares equatorianas deflagrarão uma "ofensiva muito forte" com assessoria norte-americana.

Aliado de Washington, o presidente Daniel Noboa enfrenta índices elevados de homicídios e violência urbana desde o início de seu mandato em 2024.

Na semana passada, o governo inaugurou o primeiro escritório do FBI no país e, no início de março, aderiu à aliança internacional "Escudo das Américas", criada pelos Estados Unidos para combater o narcotráfico na região.

Em janeiro, a operação Ofensiva Total mobilizou cerca de 10 mil militares nas províncias de Guayas, Los Ríos e Manabí para enfrentar grupos criminosos.

Com apoio dos EUA, as forças equatorianas bombardearam um acampamento dos Comandos da Fronteira, dissidência das Farc, atuante na fronteira com a Colômbia.

Noboa, reeleito e empossado em 24 de maio para novo mandato de quatro anos, manteve diálogo com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e manifestou interesse em instalar uma base militar americana no país, visando fortalecer a vigilância marítima e o combate a crimes transnacionais.

O Equador não abriga bases militares dos EUA desde 2009, quando o então presidente Rafael Correa não renovou o acordo para operação norte-americana na Base Aérea de Manta, vigente de 1999 a 2009.

Por Sputnik Brasil