CONFLITO NA AMAZÔNIA

Fiscais do Ibama sofrem emboscada durante operação contra extração ilegal de madeira no Amazonas

Agentes se esconderam na floresta após ataque armado em área de intensa exploração ilegal; veículo foi incendiado, mas equipe saiu ilesa.

Publicado em 15/03/2026 às 17:53
Ibama

Uma equipe de fiscalização do Ibama foi alvo de uma emboscada durante operação de combate à extração ilegal de madeira no município de Manicoré, no sul do Amazonas, neste final de semana.

Cinco agentes do instituto atuavam na Terra Indígena Tenharim-Marmelos quando foram surpreendidos por um grupo criminoso com cerca de 30 pessoas, que atiraram contra a equipe. Segundo o Ibama, a região é marcada por constantes invasões, desmatamento e retirada ilegal de recursos naturais.

Diante do ataque armado, os fiscais buscaram abrigo na floresta. O veículo utilizado pela equipe foi incendiado pelos agressores, mas, felizmente, nenhum profissional ficou ferido.

A Polícia Federal foi acionada para investigar o caso e registrar a ocorrência. De acordo com a corporação, alguns suspeitos já foram identificados e as investigações seguem para responsabilizar criminalmente os envolvidos.

Exploração ilegal de madeira

Segundo informações do Ibama, parte da madeira extraída ilegalmente da Terra Indígena Tenharim-Marmelos é transportada e comercializada na região da Vila Santo Antônio do Matupi, localizada na rodovia Transamazônica.

O órgão aponta que mais de 60% da exploração de madeira apresenta indícios de ilegalidade, sendo este um dos principais fatores de degradação ambiental na Amazônia.

"A madeira extraída, especialmente em unidades de conservação e terras indígenas, é 'esquentada' por meio de planos de manejo florestal fraudados", afirma nota oficial do instituto.

O Ibama reforçou que ataques a agentes públicos em serviço são inaceitáveis e que os fatos serão rigorosamente apurados pelas autoridades competentes. "O Ibama seguirá atuando para coibir a exploração ilegal de recursos naturais, em articulação com os órgãos de segurança pública", conclui a nota.