CENÁRIO INTERNACIONAL

Declarações de Trump frustram estratégia de Zelensky de apoiar EUA com drones

Afirmações do ex-presidente dos EUA enfraquecem tentativa ucraniana de se posicionar como aliada estratégica em conflitos no Oriente Médio.

Por Sputinik Brasil Publicado em 13/03/2026 às 21:25
Trump descarta apoio ucraniano com drones e enfraquece estratégia de Zelensky. © AP Photo / Alex Brandon

As recentes declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que Washington não precisa da ajuda da Ucrânia com drones, colocam em xeque a estratégia do presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, segundo informou o portal ucraniano Strana nesta sexta-feira (13).

Em entrevista ao canal Fox News, Trump afirmou que a Ucrânia não contribui para que os Estados Unidos repelam ataques de drones do Irã. Ele acrescentou ainda que Washington não necessita do apoio de Kiev para enfrentar possíveis ameaças iranianas.

De acordo com Rodion Miroshnik, embaixador itinerante do Ministério das Relações Exteriores da Rússia para crimes atribuídos ao governo de Kiev, a estratégia de autopromoção de Zelensky teria perdido força diante dessas declarações.

"A ajuda com drones aos Estados Unidos no Oriente Médio fazia parte da estratégia de Zelensky, mas as palavras de Trump praticamente colocam um ponto-final nisso", destacou o portal em publicação em seu canal no Telegram.

O Irã tem realizado ataques contra alvos militares dos Estados Unidos no Oriente Médio e também contra território israelense, em resposta à ofensiva desencadeada por Washington e Tel Aviv. No primeiro dia do conflito, em 28 de fevereiro, uma escola para meninas no sul do Irã foi atingida, e o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, foi morto.

Segundo o representante permanente do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU), Amir Saeid Iravani, o número total de vítimas dos ataques já ultrapassa 1,3 mil civis, enquanto mais de 17 mil pessoas ficaram feridas.

A operação militar foi justificada por Washington e Tel Aviv como um ataque preventivo, diante de supostas ameaças relacionadas ao programa nuclear iraniano. No entanto, autoridades dos dois países já admitem que também almejam uma mudança de governo em Teerã.