Irã ataca locais suspeitos de ligação com comandantes dos EUA e de Israel, diz IRGC
Forças iranianas atingem alvos em Israel, Arábia Saudita e Iraque em resposta a ações de Washington e Tel Aviv.
As forças armadas do Irã realizaram ataques a locais suspeitos de abrigar comandantes israelenses e norte-americanos, informou o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) nesta sexta-feira (13).
Segundo comunicado divulgado pela IRGC e citado pela agência de notícias Fars, ao menos 13 locais foram identificados como tendo relação com comandantes "norte-americanos e sionistas". Os ataques tiveram como objetivo "caçar comandantes".
As forças iranianas utilizaram drones e mísseis para atingir sete locais em Tel Aviv, dois alvos na cidade de Rishon LeZion e um em Shoham, todas em Israel. Além disso, a base aérea Príncipe Sultão, na Arábia Saudita, e bases militares dos EUA nas cidades iraquianas de Bagdá e Erbil também foram atingidas.
Relembre o início da escalada de tensões no Oriente Médio
Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra alvos no Irã, incluindo em Teerã, provocando danos e vítimas civis. O Irã respondeu com ataques ao território israelense e a instalações militares americanas na região. Inicialmente, EUA e Israel justificaram a ofensiva como uma medida "preventiva" para neutralizar supostas ameaças do programa nuclear iraniano, mas depois admitiram o objetivo de promover uma mudança de regime no Irã.
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, foi assassinado no primeiro dia da operação militar, levando a República Islâmica a decretar 40 dias de luto.
O presidente russo, Vladimir Putin, classificou o assassinato de Khamenei como uma violação cínica do direito internacional. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia condenou a operação conjunta dos EUA e de Israel e pediu a desescalada imediata e o fim das hostilidades.