TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

Saiba o que é o Estreito de Ormuz, rota crucial para transporte global de petróleo

Fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã ameaça abastecimento mundial de petróleo e pode elevar preços da commodity

Publicado em 02/03/2026 às 19:26
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Irã fechou o Estreito de Ormuz, uma das mais importantes rotas marítimas para o transporte de petróleo no mundo, nesta segunda-feira, 2, em meio à escalada de confrontos com os Estados Unidos e Israel. A Guarda Revolucionária Iraniana declarou que irá incendiar qualquer navio que tentar atravessar a única saída do Golfo Pérsico para o mar aberto.

O Estreito de Ormuz, localizado entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, conecta grandes produtores de petróleo — incluindo Irã, Emirados Árabes, Arábia Saudita e Iraque — ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. Aproximadamente 20% do fluxo global de petróleo passa por essa passagem estratégica.

No domingo, 1º, o Ministério dos Assuntos Estrangeiros da Rússia alertou para as possíveis consequências do fechamento do Estreito de Ormuz sobre o mercado mundial de petróleo, diante dos ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã.

"Foi relatado que a navegação foi interrompida no Estreito de Ormuz. Isso pode levar ao bloqueio das exportações de hidrocarbonetos na região e criar um desequilíbrio significativo nos mercados globais de petróleo e gás", afirmou a chancelaria russa em nota oficial.

Com o aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, os preços do barril de petróleo podem subir para a faixa de US$ 80 a US$ 100. O Brent encerrou a semana passada, na sexta-feira, 27, próximo da máxima em sete meses, cotado a cerca de US$ 73 por barril. Analistas de Wall Street projetam o preço do petróleo a US$ 80, mas alertam para valores ainda mais elevados caso o conflito se intensifique e se prolongue.

Anteriormente, em 17 de fevereiro, parte do Estreito de Ormuz já havia sido fechada por "precauções de segurança" para a navegação, segundo a agência semioficial iraniana Fars News, durante exercícios militares realizados pela Guarda Revolucionária do Irã na região.

Enquanto isso, os Estados Unidos sinalizaram nesta segunda-feira a intenção de ampliar seu envolvimento militar no conflito contra o Irã. Na Casa Branca, o presidente Donald Trump afirmou que uma grande onda de ataques contra Teerã está por vir.