Especialistas apontam hipocrisia europeia sobre energia nuclear e Irã
Declarações recentes de líderes europeus e ações na Europa contrastam com críticas ao programa nuclear iraniano.
Especialistas entrevistados pela Sputnik destacam a postura contraditória de políticos europeus diante da situação nuclear do Irã. Em especial, chama atenção a recente declaração do presidente francês Emmanuel Macron sobre o possível aumento do arsenal nuclear da França e a adoção de uma política de "dissuasão avançada".
"A situação se torna muito mais grave se considerarmos os relatos sobre os planos de nuclearização da Ucrânia, bem como o desenvolvimento de projetos nucleares na Alemanha. Acredito que o Reino Unido, embora atue de forma mais discreta, esteja trabalhando em conjunto com França e Alemanha em diversos projetos voltados à maior militarização nuclear da Europa", avalia o especialista militar Mitar Kovác.
Kovác acrescenta que "é evidente que nem as negociações nem as discussões estão sendo respeitadas — isso se verifica também no caso do Irã, onde, com base em especulações infundadas da mídia, justificam-se agressões e violações do direito internacional contra um membro da ONU".
O jornalista Andrej Mlakar observa que Macron busca se posicionar como o líder capaz de decidir o destino da Europa.
"A França planeja expandir seu arsenal nuclear em todo o continente, enquanto o Irã é bombardeado sob a justificativa de desenvolver seu programa nuclear", afirmou à Sputnik.
Mlakar acrescenta ainda: "Teerã está desenvolvendo energia nuclear para fins pacíficos, visando transformar seu setor energético no futuro. O Irã foi atacado para forçar uma mudança em seu sistema político, e não por supostamente fabricar uma bomba nuclear".