ARQUEOLOGIA

Uma jornada pela arqueologia de SP e show com Renato Braz marcam o mês de aniversário da Casa Museu Ema Klabin

Entre vestígios, paisagens e memórias, março propõe uma imersão na São Paulo de 4 mil anos. A programação inclui ainda a série O som e a poesia, com o cantor Renato Braz e participação da poeta e dramaturga Luz Ribeiro

Por Assessoria Publicado em 02/03/2026 às 17:12
Participantes exploram o Jardim Europa e os vestígios de rios antigos. Júlio Cezar Almeida/ Arquivo Casa Museu Ema Klabin

Em março, mês em que celebra 19 anos de abertura ao público, a Casa Museu Ema Klabin apresenta uma programação especial de oficinas, caminhadas e palestras inspiradas pela exposição Quando São Paulo era Piratininga: arqueologia paulistana.



O público poderá participar de atividades que explicam os métodos da arqueologia e oferecem experiências práticas de escavação, caminhadas e análise de vestígios pré-coloniais, mostrando diferentes camadas da história de São Paulo. As inscrições para as atividades presenciais e online já estão abertas no site da Casa Museu Ema Klabin.



A programação inclui ainda a série O som e a poesia, que promove encontros inéditos entre música e palavra. No dia 21 de março, às 16h, o cantor Renato Braz sobe ao palco com participação da poeta e dramaturga Luz Ribeiro. O artista apresenta interpretações inéditas de compositores como Gilberto Gil, Chico Buarque, Guilherme Arantes e Paulo César Pinheiro, enquanto Luz Ribeiro conduz intervenções poéticas que dialogam com ancestralidade, identidade e memória. A atividade é gratuita, com sugestão de contribuição voluntária, e conta com 95 vagas por ordem de chegada.



Confira a programação completa:

Caminhada pelo bairro Jardim Europa

Um bairro entre rios

Sábado, 7 de março, das 14h30 às 16h

Gratuito | 30 vagas

Você já imaginou que há rios correndo sob seus pés? Partindo da casa museu, a caminhada pelo Jardim Europa propõe um mergulho na formação dos “bairros-jardins” e nos impactos ecológicos da ocupação das várzeas. A atividade revisita o projeto original do bairro realizado pelo arquiteto Hyppolito Pujol e convida o público a localizar córregos e rios que, embora hoje invisíveis, seguem vivos na paisagem urbana. Um exercício de imaginação histórica para perceber que São Paulo é feita de camadas naturais e humanas.



Oficina

Pedra lascada: como nossos antepassados produziam ferramentas com rochas?

Com Luiz Fernando Erig Lima

Sábado, 14 de março, das 14h às 17h

Gratuito | 30 vagas

Nesta oficina, o arqueólogo Luiz Fernando Erig Lima conduz uma imersão teórica e prática nas indústrias líticas pré-históricas. Depois de compreender como se forma um sítio arqueológico e quais métodos a arqueologia utiliza para investigar o passado, os participantes experimentam o lascamento de pedras, vivenciando técnicas ancestrais que revelam o conhecimento técnico de povos que habitaram a região de Piratininga há milhares de anos. Uma oportunidade de olhar para São Paulo além do concreto e refletir sobre que vestígios deixaremos para o futuro.



Palestra online

Estudos arqueológicos da diáspora africana no Brasil

Com Luis Symanski

Quarta-feira, 18 de março, das 19h às 21h

R$ 10 | 95 vagas

A palestra apresenta pesquisas realizadas em sítios arqueológicos ligados à diáspora africana no Brasil, como senzalas, engenhos, fazendas de café e quilombos. A partir de vestígios como cerâmicas, restos alimentares e ornamentos e pinturas rupestres, são discutidas formas de resistência cultural e construção de identidades. Os achados desses contextos são colocados em perspectiva a partir de pesquisas realizadas nos Estados Unidos e no Caribe, contemplando as similaridades e diferenças entre as experiências dos agentes afrodiaspóricos nas diferentes regiões e o que elas permitem compreender sobre os desafios da vida cotidiana.



Caminhada e prática artística sobre arte urbana e pintura rupestre

Com Carolina Guedes

Domingo, 22 de março e sábado, 28 de março, das 10h às 13h

R$ 10 | 35 vagas

A oficina propõe uma conexão entre arte urbana e arqueologia, combinando atividades práticas e reflexivas. Os participantes aprendem a preparar tintas com pigmentos naturais, exploram materiais de forma criativa e acompanham uma palestra sobre arte rupestre, além de uma visita mediada para observar e discutir murais urbanos de São Paulo. Ao longo dos dois encontros, cada participante cria narrativas gráficas e simbólicas que serão materializadas em murais sobre lona, articulando memórias, experiências e culturas atuais e ancestrais.



Palestra online

Vestígios pré-coloniais em território urbano: o caso do Sítio Lítico Morumbi

Com Letícia Correa

Quinta-feira, 26 de março, das 19h às 21h

R$ 10 | 95 vagas

O mais antigo registro de ocupação humana da capital paulista está em área urbana. A palestra lança luz sobre o Sítio Lítico Morumbi, evidenciando quase três mil anos de presença indígena contínua na região. Além da relevância científica, o caso provoca reflexões sobre preservação do patrimônio arqueológico diante da expansão da cidade. Uma oportunidade para refletir como passado e presente disputam, e compartilham, o mesmo território.



Visita integrada

Casa do Butantã e Casa Museu Ema Klabin

Sábado, 21 de março, das 10h30 às 14h30

R$ 20 a R$ 80 | 30 vagas

Os educativos da Casa Museu Ema Klabin e do Museu da Cidade de São Paulo promovem uma visita integrada que conecta a exposição Quando São Paulo era Piratininga: arqueologia paulistana à Casa do Butantã, importante exemplar da habitação rural paulistana. O percurso investiga vestígios arqueológicos, memórias e transformações urbanas, incluindo as mudanças no curso do Rio Pinheiros, e reflete sobre apagamentos históricos e processos de musealização. A atividade começa às 10h30 na Casa do Butantã e segue, às 13h, para a Casa Museu Ema Klabin, propondo um diálogo entre espaços, acervos e narrativas sobre a formação da cidade.



O som e a poesia

Renato Braz, com participação de Luz Ribeiro

Sábado, 21 de março, às 16h

Gratuito | 95 vagas por ordem de chegada

A série promove encontros entre música e palavra, reunindo o cantor Renato Braz e a poeta-dramaturga Luz Ribeiro. No repertório, interpretações inéditas de compositores como Gilberto Gil, Chico Buarque, Guilherme Arantes e Paulo César Pinheiro, intercaladas por intervenções poéticas que abordam memória, ancestralidade e identidade.



Museu em Família

Oficina de Escavação

Com Esquina 130

Sábado, 28 de março, das 14h30 às 16h30

Gratuito | 20 vagas


Crianças a partir de 7 anos, poderão vivenciar a arqueologia simulando uma escavação e catalogação de artefatos. Foto: Divulgação.

Aqui, a arqueologia vira experiência prática para crianças a partir dos 7 anos. Utilizando instrumentos semelhantes aos usados por profissionais, os participantes simulam a escavação de um sítio arqueológico, aprendem sobre catalogação de artefatos e experimentam a montagem de uma pequena exposição. Entre descobertas e hipóteses, a atividade convida famílias a pensar sobre preservação e comunicação do patrimônio, porque escavar é também interpretar.



Exposição em cartaz

Quando São Paulo era Piratininga: arqueologia paulistana

Curadoria: Paula Nishida e Paulo de Freitas Costa

Até 29 de março de 2026

A mostra revela um território com cerca de 4 mil anos de ocupação humana, muito antes da fundação da vila colonial. Articulando ciência, história e imaginação, o percurso expositivo amplia o olhar sobre a formação de São Paulo e a relação de seus primeiros habitantes com a paisagem.



Serviço:

7 de março de 2026 (sábado) 14h30 – Caminhada pelo Jardim Europa - Um bairro entre rios. Gratuito (com sugestão de contribuição voluntária). Vagas: 30

14 de março de 2026 (sábado) 14h – Oficina Pedra lascada: como nossos antepassados produziam ferramentas com rochas? Com o arqueólogo Luiz Fernando Erig Lima. Gratuito (com sugestão de contribuição voluntária). Vagas: 30

18 de março de 2026 (quarta-feira) 19h – Palestra online: Estudos arqueológicos da diáspora africana no Brasil, com Luis Symanski. R$ 10. Vagas: 95

21 de março de 2026 (sábado) 10h30 – Visita integrada: Casa do Butantã e Casa Museu Ema Klabin. R$ 20 a R$ 80. Vagas: 30

21 de março de 2026 (sábado) 16h – O som e a poesia, com Renato Braz e participação de Luz Ribeiro. Gratuito (com sugestão de contribuição voluntária). Vagas: 95, por ordem de chegada

22 de março de 2026 (domingo) 10h – Oficina Caminhada e prática artística sobre arte urbana e pintura rupestre, com Carolina Guedes. R$ 10. Vagas: 35

28 de março de 2026 (sábado) 10h – Oficina Caminhada e prática artística sobre arte urbana e pintura rupestre, com Carolina Guedes. R$ 10. Vagas: 35

26 de março de 2026 (quinta-feira) 19h – Palestra online: Vestígios pré-coloniais em território urbano: o caso do Sítio Lítico Morumbi, com Letícia Correa. R$ 10. Vagas: 95

28 de março de 2026 (sábado) 14h30 – Museu em Família | Oficina de escavação. Gratuito (com sugestão de contribuição voluntária). Vagas: 20

Inscrição: https://emaklabin.org.br

Até 29/03/2026 - Exposição: Quando São Paulo era Piratininga: arqueologia paulistana - Curadoria: Paula Nishida e Paulo de Freitas Costa - Visitas livres de quarta a domingo, das 11h às 17h, com permanência até as 18h - visitas mediadas quarta a sexta, às 11h, 14h, 15h e 16h. sábado, domingo e feriado, às 14h. R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) para estudantes, idosos, PCD e jovens de baixa renda. Gratuidade para crianças de até 7 anos, professores e estudantes da rede pública.

Rua Portugal, 43, Jardim Europa, São Paulo.

Sobre a Casa Museu Ema Klabin

Casa Museu Ema Klabin. Foto: Nelson Kon/ Arquivo Casa Museu Ema Klabin

A residência onde viveu Ema Klabin de 1961 a 1994 é uma das poucas casas museus de colecionador no Brasil com ambientes preservados. A Coleção Ema Klabin inclui pinturas do russo Marc Chagall e do holandês Frans Post, obras do modernismo brasileiro, como de Tarsila do Amaral e Candido Portinari, além de artes decorativas, peças arqueológicas e livros raros, reunindo variadas culturas em um arco temporal de 35 séculos.



A Casa Museu Ema Klabin é uma fundação cultural sem fins lucrativos, de utilidade pública, criada para salvaguardar, estudar e divulgar a coleção, a residência e a memória de Ema Klabin, visando à promoção de atividades de caráter cultural, educacional e social, inspiradas pela sua atuação em vida, de forma a construir, em conjunto com o público mais amplo possível, um ambiente de fruição, diálogo e reflexão.



A programação cultural da casa museu decorre da coleção e da personalidade da empresária Ema Klabin, que teve uma significativa atuação nas manifestações e instituições culturais da cidade de São Paulo, especialmente nas áreas de música e arte. Além de receber a visitação do público, a Casa Museu Ema Klabin realiza exposições temporárias, séries de arte contemporânea, cursos, palestras e oficinas, bem como apresentações de música, dança e teatro.

O jardim da casa museu foi projetado por Roberto Burle Marx e a decoração foi criada por Terri Della Stufa.