INVESTIGAÇÃO POLICIAL

Clube de futebol afasta jogador suspeito de estupro coletivo em Copacabana

Serrano FC suspende contrato de atleta investigado por participação em crime contra adolescente; suspeitos seguem foragidos

Publicado em 02/03/2026 às 16:11
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Serrano Futebol Clube anunciou o afastamento imediato do jogador João Gabriel Xavier Berthô, suspeito de envolvimento no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. O clube informou que o contrato do atleta está suspenso e que ele é considerado foragido pelas autoridades.

João Gabriel está entre os jovens indiciados pela Polícia Civil pelo crime, registrado em 31 de janeiro. O Disque Denúncia divulgou, no domingo (1º), um cartaz para auxiliar na localização dos foragidos: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos; Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18; Mattheus Verissimo Zoel Martins, 19; e João Gabriel Xavier Berthô, 19.

Até o momento, a defesa dos suspeitos não foi localizada para comentar o caso. O espaço permanece aberto para manifestação.

Em nota oficial, o Serrano FC afirmou que a decisão de afastar o atleta foi motivada pela gravidade das acusações. "O Serrano FC informa que tomou conhecimento do indiciamento do atleta João Gabriel Xavier Bertho em investigação da Polícia Civil. Entendemos a gravidade da situação e reforçamos que o clube repudia veementemente qualquer forma de assédio ou violência. O atleta está afastado e seu contrato suspenso. Estamos acompanhando de perto o desenrolar do caso e os desdobramentos da investigação", destacou o clube.

Os suspeitos foram indiciados por estupro com concurso de pessoas. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro apresentou denúncia, e o Tribunal de Justiça do Rio expediu mandados de prisão preventiva pela 1ª Vara Especializada em Crimes Contra Crianças e Adolescentes.

No sábado (28), a Polícia Civil tentou cumprir os mandados, mas os jovens não foram localizados. A participação de um quinto adolescente ainda está sob investigação.

O Colégio Pedro II, onde os suspeitos estudam, instaurou procedimento administrativo e determinou o afastamento de todos os envolvidos. Em comunicado à comunidade escolar, a instituição informou que, em conjunto com a reitoria e sob orientação da procuradoria federal, dará prosseguimento ao desligamento dos estudantes.