MERCADO AUTOMOTIVO

Carro elétrico da BYD lidera vendas no varejo em fevereiro

Dolphin Mini supera modelos tradicionais e marca feito inédito nas concessionárias brasileiras

Publicado em 02/03/2026 às 13:34
© Luciano Carcara/BYD

Pela primeira vez, um carro elétrico alcançou o topo do ranking de vendas no varejo brasileiro. Em fevereiro, o Dolphin Mini , da BYD, foi o veículo mais vendido nas lojas do país, considerando apenas as vendas ao consumidor final e excluindo negociações diretas com locadoras e empresas.

No mês passado, foram emplacadas 4,1 mil unidades do modelo chinês, segundos dados divulgados pela própria BYD. Os números oficiais ainda foram publicados pela Fenabrave, associação que representa as fornecedores. O desempenho do Dolphin Mini superou o de veículos tradicionais movidos a gasolina ou etanol, como os SUVs T-Cross, da Volkswagen, Creta, da Hyundai, e a picape Strada, da Fiat.

Quando consideradas as vendas diretas, geralmente feitas com descontos para frotas empresariais, modelos como Strada, Polo (Volkswagen), Mobi (Fiat), Argo (Fiat) e Onix (Chevrolet) lideraram o ranking do mês, com o Dolphin Mini ocupando a 11ª posição, conforme levantamento da consultoria K.Lume.

No ranking geral das marcas, somando todos os canais de venda e modelos, a BYD ficou em quinto lugar em fevereiro, atrás de Fiat, Volkswagen, Chevrolet e Hyundai. A montadara chinesa tem como objetivo liderar o mercado brasileiro até 2030.

A conquista do Dolphin Mini é celebrada pela BYD em um momento simbólico: o modelo completo de dois anos de lançamento oficial no Brasil em fevereiro de 2024. Então, desde então, mais de 62 mil unidades foram comercializadas no país, com preços a partir de R$ 119.990.

Projeções da K.Lume indicam que, em 2024, as marcas chinesas deverão atingir cerca de 20% de participação no mercado de carros de passeio no Brasil. Em fevereiro, essa fatia já era de 16,3%, superando os 9,8% registrados no mesmo mês do ano passado.

A partir de julho, o imposto de importação para carros híbridos e elétricos aumentou, passando das atuais alíquotas de 25% a 30% (dependendo da tecnologia) para 35%. A mudança pode promover uma corrida às entregas nos próximos meses.