TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

Ministro da Defesa de Israel declara líder do Hezbollah como 'alvo para eliminação'

Após ataques do grupo libanês ao norte de Israel, ministro Israel Katz intensifica retórica e anuncia ofensiva militar

Publicado em 02/03/2026 às 13:13
Israel Katz Reprodução / internet

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta segunda-feira, 2, que o líder do Hezbollah, Naim Qassem, tornou-se um "alvo marcado" para eliminação, elevando o tom das ameaças contra o grupo extremista libanês. Em publicação na rede social X, Katz anunciou que a milícia "pagará um alto preço" pelos ataques realizados contra o norte de Israel durante a madrugada.

“Quem seguir os passos de Khamenei irá rapidamente juntar-se a ele nas profundezas do inferno, juntamente com todos os agentes do eixo do mal”, escreveu o ministro, em referência ao líder supremo iraniano.

O Exército de Israel anunciou nesta manhã que eliminou Hussein Moukalled, chefe dos serviços de inteligência do Hezbollah, em um ataque realizado em Beirute no domingo, 1º. A operação ocorreu em meio à intensificação das hostilidades na região.

“Em um ataque preciso em Beirute, o terrorista Hussein Moukalled, que chefiava o quartel-general de inteligência do Hezbollah, foi eliminado”, informou o Exército em comunicado oficial.

O Hezbollah, apoiado pelo Irã, respondeu afirmando ter lançado foguetes e drones contra Israel durante a noite, como represália à morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano. Em nota, o grupo descreveu o ataque como “uma barreira de mísseis e um enxame de drones” em defesa do Líbano e de seu povo, além de resposta aos recorrentes bombardeios israelenses.

Segundo autoridades israelenses, um dos projetos foi interceptado, enquanto os demais caíram em áreas desabitadas, sem causar vítimas ou danos materiais. O Exército de Israel declarou ter iniciado uma série de ataques contra alvos do Hezbollah "em todo o Líbano" e orientou a retirada de moradores de várias regiões, destacando que a intervenção é uma resposta direta ao lançamento de foguetes pelo grupo apoiado pelo Irã. Pelo menos 31 pessoas morreram e 149 morreram nos ataques.