NEGÓCIOS & INOVAÇÃO

Portobello abre sua primeira loja conceito para reforçar marca perto do aniversário de 50 anos

Unidade em São Paulo aposta em experiência diferenciada, arquitetura assinada e foco em design para consolidar a presença da marca.

Publicado em 02/03/2026 às 11:44
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Portobello, tradicional fabricante de revestimentos cerâmicos fundada há quase 50 anos em Tijucas, Santa Catarina, inaugura sua primeira loja conceito. O novo espaço vai além de um ponto de vendas: será também local de exibição de produtos, recepção de clientes, designers, arquitetos e parceiros comerciais, além de sediar eventos exclusivos.

A iniciativa acompanha uma tendência crescente no setor, em que indústrias e varejistas investem cada vez mais na experiência do cliente e no fortalecimento das marcas. A loja conceito da Portobello contará com cafeteria, degustação de chocolates e um concierge dedicado ao atendimento personalizado.

O endereço escolhido é a Alameda Gabriel Monteiro da Silva, região nobre de São Paulo conhecida por reunir lojas de decoração e design. Instalado em um edifício de quatro andares e 2 mil metros quadrados, o projeto arquitetônico leva a assinatura de Isay Weinfeld, renomado por criar espaços como as lojas conceito da Havaianas e Livraria da Vila, além de hotéis da rede Fasano.

“Entendemos que era importante construir a primeira flagship para apresentar ao mercado uma experiência diferenciada de compra. Essa inovação chegou na forma de uma loja física”, afirmou Romael Soso, vice-presidente de Varejo e Inovação da Portobello. “A empresa está beirando 50 anos e queremos elevar o patamar da marca”, acrescentou.

Fundada em 1979 em Tijucas, cidade com menos de 60 mil habitantes, a Portobello surgiu a partir da tradição cerâmica local. Hoje, o grupo comercializa revestimentos, louças e metais sanitários, exportando para dezenas de países.

Atualmente, a empresa conta com 160 lojas físicas, sendo 29 próprias e 131 franquias. O comércio eletrônico, porém, está fora dos planos devido aos altos custos de frete para materiais de construção.

Apesar da queda nas vendas de produtos cerâmicos no Brasil em 2023 — resultado dos juros elevados que frearam os investimentos em reformas e construções —, a Portobello conseguiu ampliar sua receita em 4,4% entre janeiro e setembro, demonstrando resiliência comercial, segundo Soso. Nos últimos meses, o cenário permaneceu desafiador. “O mercado continua na mesma batida, mas buscamos novos caminhos”, destacou.

A possível suspensão do aumento da tarifa de exportação para os Estados Unidos, caso seja mantida pela Justiça americana, pode contribuir para a recuperação das vendas no Brasil. O segmento foi fortemente impactado pelo tarifaço norte-americano. “Desde que as tarifas foram impostas, no ano passado, viraram um desafio muito grande para todo o mercado. Em se confirmando a suspensão, será um vento a favor, uma barreira a menos”, afirmou o executivo.