INFLAÇÃO

IPC-S desacelera para 0,10% em fevereiro, aponta FGV

Índice acumula alta de 3,48% em 12 meses; resultado ficou abaixo das estimativas do mercado

Publicado em 02/03/2026 às 08:19
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou alta de 0,10% em fevereiro, após avanço de 0,23% na terceira quadrissemana e elevação de 0,59% em janeiro, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (2) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). No acumulado de 12 meses, o IPC-S apresenta valorização de 3,48%.

O resultado de fevereiro ficou abaixo da mediana das projeções coletadas pela pesquisa Projeções Broadcast, que indicava alta de 0,12%. As estimativas variavam de 0,05% a 0,20%, todas positivas.

Entre os oito grupos que compõem o IPC-S, quatro apresentaram desaceleração na passagem da terceira para a quarta quadrissemana: Educação, Leitura e Recreação (de 0,33% para -0,24%), Transportes (de 0,34% para 0,04%), Alimentação (de 0,13% para 0,07%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,17% para 0,12%).

Em contrapartida, os grupos Vestuário (de -0,49% para -0,24%) e Comunicação (de 0,02% para 0,05%) apresentaram aceleração, enquanto Habitação (0,34%) e Despesas Diversas (0,37%) mantiveram as mesmas taxas da apuração anterior.

Principais influências

Entre os itens que mais contribuíram para a desaceleração do índice na passagem da terceira para a quarta quadrissemana de fevereiro estão: cinema (de -13,21% para -12,90%), gasolina (de 0,13% para -0,49%), desodorante (de -0,24% para -3,43%), protetores para a pele (de -1,47% para -4,08%) e banana-prata (de -3,27% para -4,49%).

Por outro lado, pressionaram o índice para cima: refeições em bares e restaurantes (de 0,85% para 0,77%), aluguel residencial (de 0,60% para 0,62%), plano e seguro de saúde (mantendo 0,43%), taxa de água e esgoto residencial (de 1,26% para 0,87%) e empregado(a) doméstico(a) (de 0,96% para 0,58%).