Irã afirma ter alertado países vizinhos sobre considerar alvos americanos como legítimos
Ministro iraniano comunicou a líderes regionais que qualquer apoio a ações dos EUA e Israel pode torná-los alvos de retaliação.
O governo do Irã declarou que o ministro das Relações Exteriores, Sayed Abbas Araghchi, cobrou de seus homólogos em seis países da região a responsabilidade de impedir que os Estados Unidos e o regime sionista de Israel utilizem suas infraestruturas e territórios para atacar o Irã.
De acordo com comunicado divulgado neste sábado (28) na rede X, o ministro enfatizou que, exercendo o direito inerente à autodefesa e em consonância com o direito internacional, as Forças Armadas iranianas considerarão como alvos legítimos tanto a origem quanto as fontes de operações agressivas dos EUA e de Israel, além de quaisquer iniciativas que visem neutralizar as medidas defensivas do Irã.
O Irã foi alvo de uma série de ataques atribuídos aos Estados Unidos e Israel neste sábado, e, segundo informações, estaria retaliando com ofensivas contra alvos americanos em países da região. Diversos países árabes condenaram os ataques iranianos — a Arábia Saudita, por exemplo, classificou-os como uma "violação de sua soberania".
Conforme o Ministério das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi manteve conversas com os ministros da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Bahrein e Iraque. Ele teria informado que o Irã utilizará "todas as suas capacidades defensivas e militares para garantir sua soberania e integridade territorial".
"Araghchi afirmou que a guerra imposta pelos Estados Unidos e pelo regime sionista não se dirige apenas à nação iraniana, mas a todos os países da região. Por isso, destacou, é necessário que todas as nações muçulmanas e governos regionais assumam sua responsabilidade histórica de enfrentar os desígnios maliciosos do regime sionista", diz o comunicado.