CIDADANIA E MEMÓRIA

Benin abre as portas para descendentes da diáspora: qual o impacto nas relações com o Brasil?

Nova lei beninesa de cidadania busca fortalecer laços históricos e atrair descendentes da diáspora africana, inclusive brasileiros.

Publicado em 27/02/2026 às 18:00
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Há dois anos, o governo do Benin aprovou uma lei que concede cidadania a descendentes da diáspora africana. A iniciativa visa atrair mão de obra qualificada, estimular o turismo e, de certa forma, reparar laços históricos rompidos pela escravidão.

Entre os séculos XVI e XIX, estima-se que cerca de 5 milhões de africanos foram trazidos ao Brasil. Seria essa concessão de cidadania uma forma de reparação histórica? Considerando que o Benin é um país jovem, com apenas 66 anos de independência, descendentes de pessoas escravizadas não só do Brasil, mas também de outros países, podem contribuir para transformar o país?

Para discutir o tema, Melina Saad e Marcelo Castilho recebem o antropólogo Milton Guran, autor do livro "Agudás: os 'brasileiros' do Benin"; Sènakpon Fabrice Fidèle Kpoholo, mestre em educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e doutor pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF); e Clayton Muniz, analista de treinamento e brasileiro que já solicitou a cidadania beninesa. O programa está disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.

Por Sputnik Brasil