Biohacking para empresários: Saiba como a técnica pode ajuda a melhorar seu desempenho
No meio empresarial moderno, o biohacking evoluiu para uma disciplina de alta precisão que utiliza a genômica e a neurociência para decodificar e aprimorar o potencial individual, destaca o mentor estratégico, empresário, engenheiro químico e especialista em performance organizacional e biohacking, Marcelo Thieme
A busca por alta performance deixou de ser apenas uma questão de gestão do tempo ou adoção de ferramentas digitais no mundo corporativo. Cada vez mais, empresários e executivos têm voltado o olhar para dentro do próprio corpo e do cérebro como forma de ganhar vantagem competitiva.
É nesse contexto que o biohacking surge como uma abordagem que alia ciência, tecnologia e autoconhecimento para otimizar energia, foco, tomada de decisão e resistência ao estresse, fatores decisivos em ambientes empresariais de alta pressão.
A evolução do biohacking para empresas
No meio empresarial moderno, o biohacking evoluiu para uma disciplina de alta precisão, distante da ideia simplista de “truques de produtividade”.
A proposta é bastante clara: Abandonar algumas soluções genéricas e construir estratégias personalizadas de desempenho, respeitando a biologia única de cada líder.
De acordo com o mentor estratégico, empresário, engenheiro químico e especialista em performance organizacional e biohacking, Marcelo Thieme, o grande diferencial dessa abordagem está na leitura científica do indivíduo.
“No meio empresarial moderno, o biohacking evoluiu para uma disciplina de alta precisão que utiliza a genômica e a neurociência para decodificar e aprimorar o potencial individual. Entender como o corpo e o cérebro funcionam não é mais um luxo, mas uma necessidade estratégica para quem precisa tomar decisões rápidas e sustentáveis ao longo do tempo”, afirma.
O cérebro e o desempenho
Na prática, isso significa analisar, por exemplo, polimorfismos genéticos que influenciam o metabolismo da cafeína, a resposta inflamatória ou a forma como o organismo lida com o estresse.
Com esses dados, é possível ajustar desde a alimentação até os horários mais produtivos do dia, além de definir estratégias de suplementação e recuperação física e mental. O resultado é uma rotina desenhada sob medida, capaz de reduzir fadiga, melhorar clareza mental e aumentar a consistência de resultados.
Ferramentas da neurociência, como neurofeedback e monitoramento de ondas cerebrais vêm sendo utilizadas para treinar estados mentais específicos, como foco profundo e estado de flow. Esses recursos ajudam empresários a reconhecer padrões de distração, regular emoções e aprimorar a tomada de decisão sob pressão, algo especialmente relevante em cenários de instabilidade econômica ou crescimento acelerado.
Marcelo Thieme é um exemplo prático dessa aplicação. Como aluno em formação contínua em biohacking, ele utiliza o suporte científico do CPAH, Centro de Pesquisa e Análises Heráclito, para realizar testes genéticos e avaliações neurofisiológicas que orientam suas próprias estratégias de desempenho.
A experiência, de acordo com ele, vai além do benefício individual e impacta diretamente sua atuação como mentor.
“Ao compreender como dados biológicos podem ser traduzidos em ações concretas, ele consegue orientar empresários a transformar saúde, energia e clareza mental em ativos estratégicos para seus negócios”
“Mais do que uma tendência passageira, o biohacking aplicado ao empreendedorismo aponta para uma mudança de paradigma. O corpo e o cérebro deixam de ser vistos apenas como instrumentos de trabalho e passam a ser tratados como sistemas complexos, mensuráveis e treináveis”, destaca.