MERCADO FINANCEIRO

Maioria das bolsas europeias fecha em queda após sessão volátil

Realização de lucros e dados de inflação influenciam resultados; Londres, Frankfurt e Lisboa fogem à tendência negativa

Publicado em 27/02/2026 às 14:17
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

As principais bolsas de valores da Europa encerraram a sexta-feira, 27, com desempenho predominantemente negativo, após uma sessão marcada pela volatilidade e realização de lucros. Investidores permaneceram atentos aos dados de inflação divulgados na Alemanha e nos Estados Unidos, enquanto balanços corporativos amenizaram as perdas em determinados momentos. Apesar disso, o viés negativo prevaleceu no continente, com exceção das praças de Londres, Frankfurt e Lisboa, que conseguiram fechar no campo positivo.

Em Londres, o índice FTSE 100 avançou 0,59%, atingindo 10.910,55 pontos, impulsionado pelas ações do setor de mineração. O DAX, de Frankfurt, subiu 0,09%, a 25.312,11 pontos. Já o CAC 40, de Paris, recuou 0,47%, fechando em 8.580,75 pontos. Em Milão, o FTSE MIB caiu 0,46%, a 47.209,89 pontos, enquanto o Ibex 35, de Madri, perdeu 0,63%, a 18.379,80 pontos. O PSI 20, de Lisboa, subiu 0,09%, a 9.276,09 pontos. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,17%, acumulando alta de mais de 3% no mês, o oitavo consecutivo de ganhos. Os números são preliminares.

Entre os indicadores econômicos, o Produto Interno Bruto (PIB) da França registrou crescimento de 0,2% no quarto trimestre, em linha com a leitura preliminar. Já a desaceleração do índice de preços ao consumidor (CPI) da Alemanha para 1,9% em fevereiro, abaixo das expectativas, não foi suficiente para impulsionar o DAX. Nos Estados Unidos, o índice de inflação ao produtor (PPI) acima do esperado pressionou ainda mais os mercados europeus. No Reino Unido, o economista-chefe do Banco da Inglaterra (BoE), Huw Pill, afirmou que a desinflação está em curso, mas alertou para o risco de complacência do Comitê de Política Monetária.

Além disso, investidores seguem atentos ao aumento das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã.

No noticiário corporativo, as ações da Swiss Re subiram cerca de 3,7% após a companhia registrar lucro recorde de US$ 4,8 bilhões em 2025 e anunciar um programa de recompra de US$ 1,5 bilhão. A Basf recuou quase 1%, mesmo revertendo prejuízo e superando estimativas no quarto trimestre. Já o Barclays caiu aproximadamente 4,5% em meio a relatos de exposição relevante à gestora imobiliária Market Financial Solutions, o que também afetou o Santander, que cedeu cerca de 3%.

A International Airlines Group (IAG), controladora da British Airways, teve queda expressiva de quase 7%, apesar de apresentar resultados sólidos e anunciar recompra de 1,5 bilhão de euros. No setor de mineração, Antofagasta e Anglo American registraram altas de cerca de 1,5% e 0,5%, respectivamente, acompanhando a valorização dos metais.