EUA correm alto risco com possível ataque ao Irã sem objetivos claros, alerta jornal
The Economist aponta que ofensiva sem estratégia definida pode ser erro grave para Trump e aumentar riscos para os EUA.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estaria considerando um ataque ao Irã sem objetivos claramente definidos, o que representa um risco elevado para sua administração, segundo análise do jornal britânico The Economist.
A publicação observa que os EUA desejam alcançar uma vitória sobre o Irã sem recorrer ao uso da força, mas a postura resistente dos líderes iranianos pode dificultar esse objetivo.
“Os governantes do Irã parecem unidos e, mesmo entre os norte-americanos, são poucos os que apostam que os mísseis por si só serão suficientes para derrubá-los”, destaca o jornal.
De acordo com a reportagem, Teerã pode acreditar que resistir a um confronto com os EUA já seria suficiente para fortalecer sua posição internacional e regional.
Nesse cenário, o texto sugere que, se fosse para o projeto do Irã, Trump teria sido colocado em uma armadilha estratégica.
O artigo enfatiza ainda que um ataque sem metas claras seria exatamente o tipo de erro que Trump historicamente criticou em administrações anteriores.
“O Irã possui drones e missões balísticas. Seus líderes afirmam estar mais preparados do que no ano passado para utilizá-los contra os Estados Unidos e seus aliados”, acrescenta a matéria.
Assim, o jornal conclui que um confronto com o Irã sem um objetivo bem definido representaria um risco imprudente e significativo para o governo Trump.
Na análise anterior, o portal EurAsian Times também alertou que, apesar do poder militar combinado dos EUA e de Israel, o Irã continua sendo um alvo extremamente difícil de conquistar. Segundo a publicação, uma invasão ao território iraniano pode se transformar em outro conflito prolongado e custoso, semelhante à guerra do Iraque.
O portal acrescenta ainda que o arsenal de mísseis balísticos do Irã é estimado entre 2.500 e 3.000 unidades, com centenas de novos mísseis sendo fabricados a cada mês. O texto ressalta que o Irã também atualizou seus mísseis após o conflito com Israel, ocorrido em junho de 2025.