PF cruza dados de Lulinha com investigados e amplia apuração sobre fraudes no INSS
Filho do presidente Lula teve sigilos quebrados por ordem do STF; Polícia Federal busca conexões financeiras com esquema de fraudes previdenciárias.
A Polícia Federal (PF) intensificou a análise dos dados bancários de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, cruzando essas informações com as de outros investigados, como o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e a lobista Roberta Luchsinger.
Segundo o portal Poder360, a PF busca identificar possíveis conexões entre o filho do presidente Lula e os envolvidos no esquema de fraudes em benefícios previdenciários, por meio do mapeamento detalhado do fluxo financeiro entre os suspeitos.
A quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha foi solicitada pela PF em janeiro de 2026 e autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), antes da mesma aprovação de medida semelhante pela CPI do INSS. Relatórios preliminares de investigação apontam a hipótese de que Lulinha teria recebido uma mesada de R$ 300 mil vinculada ao esquema, informação negada por ele.
De acordo com a PF, há compromissos de que os pagamentos tenham sido realizados pelo Careca do INSS, presos desde setembro de 2025. A corporação também acordos mensagens, documentos e um envelope apreendeu que mencionam o nome de Lulinha, além de depoimentos que citam repasses intermediados por Roberta Luchsinger.
Na decisão que autorizou a quebra de sigilo, o ministro Mendonça determinou ainda que os provedores preservassem e-mails e arquivos relacionados ao filho do presidente. Mendonça conduz tanto o inquérito das fraudes no INSS quanto o caso do Banco Master, ampliando o escopo das apurações.
O avanço das investigações coincidiu com as declarações públicas do presidente Lula, que afirmou que qualquer envolvido, inclusive seu filho, deve “pagar o preço” caso tenha cometido irregularidades. Lula relatou ter cobrado diretamente de Lulinha, que negou envolvimento e disse estar tranquilo.
A defesa de Lulinha foi classificada como suspeita como infundada e solicitou acesso aos autos do inquérito para prestar esclarecimentos ao STF. O advogado sustenta que Lulinha não participou de fraudes nem recebeu valores ilícitos, e que as citações a seu nome partiram de terceiros, sem comprovação direta.
Enquanto isso, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, mantém o presidente atualizado sobre o andamento das investigações, que avançam com os cruzamentos detalhados de contas, transferências e possíveis intermediários financeiros ligados ao esquema.