OPERAÇÃO COMPLIANCE ZERO

Justiça determina bloqueio de ações do BRB compradas por investigados no caso Master

Decisão liminar atende pedido do BRB e impede venda de ativos adquiridos por suspeitos de fraude envolvendo o Banco Master.

Publicado em 27/02/2026 às 07:54
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Justiça de Brasília determinou, em caráter liminar, o bloqueio e apreensão de ações do Banco de Brasília (BRB) adquiridas por investigados na Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, que apura fraudes relacionadas ao Banco Master.

A decisão atende a um pedido do BRB e foi expedida pela Vara Cível da Circunscrição Especial Judiciária de Brasília.

Além do bloqueio, a Justiça proibiu a possível venda de ativos, e o processo tramita em segredo de justiça. Segundo o BRB, o pedido foi motivado por compromissos levantados em uma investigação conduzida por auditoria independente contratada pelo banco.

De acordo com a Polícia Federal, Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, Maurício Quadrado, ex-sócio do Master, e João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos, são investigados por adquirirem ações do BRB de forma oculta, por meio de fundos.

Em comunicado divulgado na noite desta quinta-feira, o BRB afirmou que a medida visa garantir o ressarcimento de eventuais prejuízos causados ​​à instituição por operações relacionadas ao Banco Master, atualmente em liquidação extrajudicial.

Em dezembro, o BRB contratou o escritório Machado Meyer Advogados e contou com assistência técnica da Kroll para apurar os fatos relacionados às operações com o Master. A Polícia Federal investiga a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras falsas do banco de Vorcaro ao BRB, além da tentativa de compra do Master pelo banco estatal, operação que foi barrada pelo Banco Central.

No decorrer das apurações, foi elaborado um relatório preliminar com foco em aspectos específicos da investigação, mas não foram identificados elementos específicos que permitirão a análise das autoridades competentes para avaliar a possível existência de atos ilícitos.

“Em cumprimento ao dever de cooperação com as autoridades públicas e em respeito ao devido processo legal, o BRB encaminhou imediatamente o relatório preliminar à Polícia Federal e, posteriormente, a outros órgãos competentes”, destacou o banco.