Gripe aviária: Argentina confirma segundo caso em aves comerciais
Novo foco da doença é identificado em granja de Buenos Aires; país mantém exportações para parte dos mercados internacionais.
O Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) da Argentina confirmou a detecção de um segundo foco de gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP) subtipo H5 em aves de produção comercial, desta vez no município de Lobos, província de Buenos Aires. O diagnóstico foi validado pelo Laboratório Nacional em Martínez, análise após amostras coletadas em um estabelecimento de reprodutores pesados.
Assim como no primeiro caso, registrado em Ranchos, o órgão sanitário ativo ou o plano de contingência, que inclui a interdição imediata da granja e a delimitação de uma Zona de Controle Sanitário. As medidas de envolvimento reforço da biosseguridade, restrição de transporte, monitoramento e rastreamento epidemiológico na região. A Senasa também supervisionará o despovoamento e a provisão final das aves, verificada de desinfecção específica do local para conter o vírus.
Com a confirmação do primeiro surto comercial na terça-feira (24), a Argentina perdeu o status de país livre da IAAP perante a Organização Mundial de Sanidade Animal (OMSA). Como consequência, as exportações de produtos avícolas para mercados que desativaram esse status foram suspensas. No entanto, o Senasa ressaltou que os acordos bilaterais firmados para 2024 e 2025 permitem a continuidade do comércio com países e blocos que regulam os critérios de zoonificação e compartimentação.
O impacto comercial atual é considerado menor do que nos eventos sanitários de 2023 e 2025. Apesar das restrições à carne avícola fresca em cerca de 40 destinos, a Argentina mantém acesso ao mercado em mais de 35 países, o que representa uma redução próxima a 47 pontos percentuais no número de destinos afetados, em comparação com crises anteriores.
Caso não haja novos surtos em estabelecimentos comerciais, a Argentina poderá se autodeclarar livre da doença perante a OMSA 28 dias após a conclusão do sacrifício sanitário e da limpeza da unidade produtiva. A Senasa reforça a orientação para que os produtores intensifiquem as medidas de higiene e biosseguridade, além de recomendar que as aves criadas em quintas sejam mantidas protegidas do contato com aves silvestres.