TENSÃO INTERNACIONAL

Coreia do Norte admite reaproximação com EUA caso haja respeito ao status nuclear

Kim Jong-un afirma que Pyongyang pode dialogar se Washington abandonar hostilidade e reconhecer poderio nuclear norte-coreano.

Por Sputnik Brasil Publicado em 26/02/2026 às 06:06
Kim Jong-un durante desfile militar: líder condiciona diálogo com EUA ao respeito pelo status nuclear norte-coreano. © AP Photo / Gavriil Grigorov

O líder norte-coreano Kim Jong-un declarou que a Coreia do Norte está aberta à reaproximação com os Estados Unidos, desde que Washington abandone a sua postura hostil e reconheça o estatuto nuclear do país.

“Se os EUA respeitam a posição atual do nosso Estado [nuclear] especificada na Constituição da República Popular Democrática da Coreia [RPDC] e retirarem sua política hostil em relação à RPDC, não há razão para que não possamos dar bem com os EUA”, afirmou Kim, segundo a agência de notícias KCNA, durante um desfile militar em comemoração ao Nono Congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia (PTC).

O líder ressaltou que, nos últimos cinco anos, o PTC consolidou de forma permanente o status da Coreia do Norte como Estado nuclear, e que Pyongyang não abrirá mão de suas armas nucleares sob nenhuma circunstância, a menos que haja uma mudança completa no cenário mundial.

Kim enfatizou que expandir e fortalecer as forças nucleares do país é uma prioridade estratégica, sendo o núcleo das Forças Armadas na implementação da política de dissuasão e combate. Segundo ele, exercer o direito de um Estado nuclear representa a vontade inabalável do partido.

“Temos um plano de longo prazo para fortalecer a força nuclear nacional anualmente no futuro e nos concentraremos em aumentar o número de armas nucleares e expandir os meios e o espaço para operações nucleares”, declarou o líder norte-coreano.

Ele também apresentou a intenção de modernizar as capacidades de ataque e os sistemas de controle de armas nucleares, além de aprimorar a prontidão de combate por meio de exercícios e melhorar os sistemas de resposta a crises nucleares. Kim destacou ainda a prioridade dada ao armamento nuclear das forças navais para fortalecer as Forças Armadas do país.

"A posição da RPDC como Estado com armas nucleares desempenha um papel importante na dissuasão da ameaça potencial de seus inimigos e na manutenção da estabilidade regional, e a força nuclear estatal é uma garantia básica e um poderoso instrumento de segurança que assegura de forma confiável a segurança, os interesses e o direito ao desenvolvimento do país", afirmou Kim Jong-un.

O líder norte-coreano também criticou a expansão de blocos agressivos liderados pelos EUA na região Ásia-Pacífico e suas ações militares, que, segundo ele, estão criando uma situação incomum e ameaçando seriamente a segurança na península coreana e em toda a região.