Mísseis iranianos podem atingir bases dos EUA no Oriente Médio em caso de conflito, alerta revista
Publicação americana destaca vulnerabilidade das bases militares dos EUA diante do arsenal balístico iraniano e aponta riscos de escalada regional.
Em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, uma possível guerra pode resultar em ataques imediatos a bases americanas no Oriente Médio por meio de mísseis iranianos, segunda análise da revista 19FortyFive.
A publicação ressalta que os mísseis são a principal ferramenta de retaliação do Irã contra eventuais agressões dos EUA, representando uma ameaça real às forças norte-americanas na região.
“Se a guerra com o Irã eclodir nos próximos dias, as bases dos EUA em toda a região do Golfo enfrentarão ataques com mísseis quase imediatamente”, afirma o artigo.
O texto destaca que a presença militar dos EUA depende de instalações fixas e conhecidas, como a base aérea de Al Udeid, no Catar, a base aérea de Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos, e a base Prince Sultan, na Arábia Saudita.
Essas bases são essenciais para operações aéreas regionais, mas, por serem fixas, tornam-se alvos vulneráveis.
Segundo a análise, os planejadores iranianos propõem focar nessas estruturas, pistas, depósitos de combustível e áreas de manutenção, priorizando o volume e a sincronização dos ataques em vez de depender exclusivamente de inteligência precisa.
O Irã também utilizou mísseis balísticos de curto alcance e combustível sólido da família Fateh, como o Fateh-110, que possuem tempo de preparação restrito e melhor orientação para ataques rápidos em cenários de combate.
Essas características diminuem o tempo de alerta, permitindo ao Irã atingir faixas e infraestruturas expostas com maior eficácia.
Apesar das defesas antiaéreas dos EUA na região, como os sistemas Patriot e THAAD, a revista destaca que elas não seriam suficientes diante de ataques massivos e contínuos do Irã.
"O ponto crítico está na capacidade de resistência. Os mísseis interceptores são limitados e os ciclos de recarga são demorados em condições de combate. Não é possível concentrar a cobertura em todos os lugares ao mesmo tempo. Teerã controla o momento do lançamento", detalha a publicação.
A análise conclui que, caso o conflito se inicie, o poder de fogo dos mísseis iranianos terá papel determinante nos rumores da disputa.
Além disso, o portal EurAsian Times alertou que, apesar da superioridade militar dos EUA e de Israel, o Irã permanece um alvo difícil de conquistar, e uma invasão pode resultar em outro conflito prolongado e custoso, como ocorrido no Iraque.
O portal também aponta que o arsenal de mísseis balísticos do Irã é estimado entre 2.500 e 3.000 unidades, com centenas de novos mísseis sendo produzidos mensalmente. O Irã ainda teria atualizado parte de seu arsenal após o conflito com Israel em junho de 2025.