Famílias de vítimas das enchentes no sudeste do Brasil começam a enterrar seus mortos
Famílias de mortos nas enchentes devastadoras do sudeste brasileiro começaram a enterrar os mortos na quarta-feira, já que o número de mortos subiu para pelo menos 40 no estado de Minas Gerais.
Todas as vítimas encontradas até o momento estão nas cidades de Juiz de Fora e Uba, cerca de 310 quilômetros (192 milhas) ao norte do Rio de janeiro. Cerca de 30 pessoas ainda estão desaparecidas e mais de 3 mil moradores foram obrigados a deixar suas casas até a manhã desta quarta-feira, segundo o corpo de bombeiros de Minas Gerais.
Entre as vítimas está Bernardo Lopes Dutra, de 11 anos, que morreu após a chuva fazer sua casa desabar.
“É uma tragédia que ninguém estava esperando,” disse seu pai, Ricardo Dutra, no funeral em Juiz de Fora.
Ele descreveu Bernardo como “- um menino com um grande coração que, à sua maneira, tocava todos ao seu redor.” A mulher e a filha de Dutra ainda estavam em um hospital.
As ruas de Juiz de Fora, cidade de 560 mil, estavam cobertas de lama pois as autoridades temiam mais deslizamentos. A vida na vizinha Uba, com seus 107 mil moradores, parou. As aulas foram suspensas nas duas cidades, disseram seus prefeitos.
A Prefeitura de Juiz de Fora disse em nota que cerca de 600 famílias que vivem em áreas ameaçadas estavam prestes a ser realocadas para escolas locais improvisadas como abrigos e que a cidade viveu o dobro da chuva prevista para fevereiro.
A prefeita Margarida Salomão disse que pelo menos 20 deslizamentos de terra foram relatados desde que a chuva torrencial começou na noite de segunda-feira.
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva disse em seus canais de mídia social na terça-feira que as forças de segurança foram deslocadas em missões de resgate e estão prestando assistência imediata à população afetada pela chuva.
Ele também disse que as equipes de saúde foram enviadas para a região, que fica perto de colinas, vales e encostas.
Os cientistas dizem que o clima extremo está acontecendo com mais frequência devido às mudanças climáticas causadas pelo homem.