CONFLITO URBANO

Manifestantes bloqueiam avenida com fogo em pneus durante protesto contra reintegração de posse em São Paulo

Ato reuniu cerca de 20 pessoas na zona leste; Polícia Militar e Corpo de Bombeiros atuaram para liberar via e conter manifestação

Publicado em 25/02/2026 às 19:51
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Um grupo de manifestantes bloqueou a Avenida Salim Farah Maluf, na Vila Ema, zona leste de São Paulo, ao atear fogo em pneus na tarde desta quarta-feira, 25, em protesto contra um processo de reintegração de posse em andamento na região.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), a Polícia Militar foi acionada por volta das 16h para atender à ocorrência e, até as 17h40, permanecia no local com apoio do Corpo de Bombeiros.

O protesto contou com a participação de cerca de 20 pessoas e, segundo a PM, já foi dispersado. As chamas nos pneus geraram uma densa coluna de fumaça, mas não há informações sobre confrontos com policiais ou detenções durante a manifestação.

Segundo a Polícia Militar, o bloqueio ocorreu na Avenida Salim Farah Maluf, no cruzamento com a Avenida Vila Ema, e provocou congestionamento na Avenida Professor Luiz Ignácio de Anhaia Mello.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) confirmou a "ocupação total" da via no sentido Marginal por volta das 16h50, mas informou que, às 17h10, a pista já havia sido liberada. "Manifestantes estão pela calçada", comunicou a CET.

Em nota, a Polícia Militar informou que os manifestantes seriam moradores de um imóvel localizado em frente ao ponto do protesto e que há um processo de reintegração de posse em andamento no endereço.

"Parte dos cerca de 20 participantes que iniciaram a manifestação já deixou o local. A Polícia Militar mantém diálogo com os presentes, visando ao restabelecimento da ordem pública", destacou a corporação.

O autor do pedido de reintegração de posse e o endereço exato do imóvel alvo da operação não foram divulgados.

A Prefeitura de São Paulo e o Governo do Estado foram procurados para comentar o caso, mas não se manifestaram até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para futuras manifestações.