RELAÇÕES INTERNACIONAIS

China e Alemanha reforçam diálogo aberto diante de tensão comercial

Xi Jinping e Friedrich Merz destacam importância da cooperação e buscam equilíbrio nas relações econômicas bilaterais

Publicado em 25/02/2026 às 12:59
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

China e Alemanha divulgaram uma declaração conjunta afirmando disposição para resolver adequadamente preocupações mútuas por meio de diálogo franco e aberto, em meio ao aumento das tensões comerciais e do déficit alemão na balança bilateral. O compromisso foi anunciado após reunião em Pequim entre o presidente chinês, Xi Jinping, e o chanceler alemão, Friedrich Merz.

O posicionamento ocorre após Merz destacar que o déficit comercial da Alemanha com a China quadruplicou desde 2020, classificando a situação como "não saudável".

Para o chanceler, é fundamental promover um desenvolvimento mais equilibrado nas trocas entre os dois países.

Durante o encontro, Xi Jinping ressaltou que China e Alemanha são, respectivamente, a segunda e a terceira maiores economias do mundo, e que a relação bilateral tem impacto global.

O líder chinês defendeu uma comunicação estratégica mais intensa, ampliação da confiança mútua e a preservação do multilateralismo e do livre comércio.

Xi propôs que os países atuem como parceiros confiáveis em inovação e intercâmbio cultural, fortalecendo a cooperação em áreas como inteligência artificial (IA), transição verde e cadeias industriais e de suprimentos. Ele reafirmou o compromisso da China em ampliar a abertura econômica e manifestou expectativa de que Berlim adote postura "objetiva e racional" diante do desenvolvimento chinês.

Mais cedo, o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, afirmou que a cooperação bilateral terá novas oportunidades no contexto do 15º Plano Quinquenal da China. Ele defendeu a ampliação e qualificação do comércio, a revitalização de setores tradicionais como automotivo e químico, e a expansão de parcerias em segmentos emergentes.

O vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, também reiterou que Pequim permanece aberta a investimentos alemães. Após as reuniões, ambos os países assinaram documentos de cooperação em áreas como transição verde, alfândega, esportes e mídia.