ECONOMIA

Confiança do consumidor recua 1,2 ponto em fevereiro, aponta FGV

Índice de Confiança do Consumidor registra segunda queda consecutiva, influenciado por piora nas expectativas das famílias.

Publicado em 25/02/2026 às 10:43
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) registrou queda de 1,2 ponto em fevereiro em relação a janeiro, considerando a série com ajuste sazonal, e atingiu 86,1 pontos, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Este é o segundo mês seguido de retração do indicador.

Na análise por médias móveis trimestrais, o índice apresentou recuo de 0,9 ponto.

“A confiança do consumidor recuou pelo segundo mês seguido, influenciado principalmente pela piora das expectativas, enquanto as percepções sobre o momento presente melhoraram discretamente”, avaliou Anna Carolina Gouveia, economista do Ibre/FGV, em nota oficial.

Em fevereiro, o Índice de Situação Atual (ISA) avançou 0,9 ponto, chegando a 83,5 pontos. Por outro lado, o Índice de Expectativas (IE) caiu 2,6 pontos, para 88,7 pontos.

Segundo Gouveia, “entre as faixas de renda, o resultado foi heterogêneo, com queda da confiança na faixa de renda mais baixa e para famílias com renda entre R$ 4.800 e R$ 9.600 mensais. O resultado de fevereiro reflete um aumento do pessimismo por parte dos consumidores, com piora dos indicadores que refletem a situação financeira futura das famílias, num contexto de endividamento e taxa de juros elevados”.

No detalhamento do IE, o indicador de situação econômica local futura subiu 1,5 ponto, atingindo 103,7 pontos; já o de situação financeira futura das famílias recuou 4,9 pontos, para 82,9 pontos; e o indicador de compras de bens duráveis caiu 3,8 pontos, para 81,7 pontos.

No ISA, a percepção sobre a situação econômica local atual subiu 0,6 ponto, chegando a 96,1 pontos, o maior patamar desde janeiro de 2014. A avaliação da situação financeira atual das famílias cresceu 1,2 ponto, alcançando 71,3 pontos.

Analisando por faixa de renda, o ICC das famílias com renda até R$ 2.100 caiu 5,9 pontos, para 79,9 pontos. Na faixa de R$ 2.100,01 a R$ 4.800, houve alta de 1,1 ponto, para 83,1 pontos. Entre os que recebem de R$ 4.800,01 a R$ 9.600, a confiança recuou 2,5 pontos, para 84,9 pontos, enquanto os consumidores com renda superior a R$ 9.600 apresentaram aumento de 1,3 ponto, atingindo 96,1 pontos.

A coleta de dados para a edição de fevereiro foi realizada entre os dias 2 e 18 do mês.