INDICADORES ECONÔMICOS

Confiança da construção recua 2,5 pontos em fevereiro e atinge 91,5 pontos, aponta FGV

Setor registra queda na confiança após avanço em janeiro; escassez de mão de obra e demanda insuficiente preocupam empresários

Publicado em 25/02/2026 às 10:21
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Índice de Confiança da Construção recuou 2,5 pontos em fevereiro em relação a janeiro, atingindo 91,5 pontos, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Na média móvel trimestral, o índice apresentou queda de 0,8 ponto.

"Em 2024, a confiança setorial foi se deteriorando ao longo do ano e os empresários terminaram mais pessimistas", afirmou Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do Ibre/FGV, em nota oficial.

Castelo destacou que a retração registrada em fevereiro “devolveu quase toda a melhora observada em janeiro”, mês em que o indicador havia avançado 2,8 pontos.

“No entanto, os fundamentos que podem alicerçar o crescimento setorial permanecem, ou seja, não houve mudança significativa no cenário. Por outro lado, as fragilidades parecem ganhar força com a escassez de mão de obra atingindo patamares historicamente elevados. Enfim, as dificuldades para sustentar o crescimento podem estar minando a confiança dos empresários”, avaliou a pesquisadora.

Em fevereiro, o Índice de Situação Atual (ISA-CST) diminuiu 2,4 pontos, para 91,0 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-CST) teve queda de 2,5 pontos, chegando a 92,1 pontos.

No recorte do momento presente, o item que mede a situação atual dos negócios caiu 2,4 pontos, para 89,7 pontos, e o componente referente ao volume de carteira de contratos recuou 2,5 pontos, atingindo 92,4 pontos.

Quanto às expectativas, o item demanda prevista para os próximos três meses registrou queda de 2,8 pontos, para 94,4 pontos, enquanto a tendência dos negócios para os próximos seis meses diminuiu 2,2 pontos, para 89,8 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da Construção recuou 0,3 ponto percentual em fevereiro, ficando em 77,1%. O Nuci de Mão de Obra subiu 0,3 ponto percentual, atingindo 78,7%, enquanto o de Máquinas e Equipamentos caiu 1,3 ponto percentual, para 71,7%.

Segundo a pesquisa, 41,6% dos empresários da construção relataram que a escassez de mão de obra tem sido um fator limitante para o avanço dos negócios, o maior índice para o mês de fevereiro desde 2011.

“Além disso, esse também foi o fator mais citado desde maio de 2024, enquanto o segundo fator mais mencionado foi demanda insuficiente, para 22,9% das empresas”, concluiu a FGV.