DIPLOMACIA INTERNACIONAL

China reafirma posição contra uso de armas nucleares e pede cautela global

Porta-voz do governo chinês destaca compromisso com a não proliferação e alerta para riscos de escalada em meio a tensões envolvendo Ucrânia, Rússia, Reino Unido e França.

Por Por Sputnik Brasil Publicado em 25/02/2026 às 07:50
China reforça oposição ao uso de armas nucleares e pede prevenção de conflito global. © AP Photo / Liu Zheng

A China reiterou sua posição firme de que o uso de armas atômicas é inaceitável e que qualquer guerra nuclear deve ser evitada, afirmou nesta quarta-feira (25) a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning.

Na terça-feira (24), o Serviço de Inteligência Estrangeira da Rússia (SVR) alegou que Reino Unido e França estariam planejando fornecer armas nucleares à Ucrânia. Segundo o SVR, há discussões sobre a entrega de uma bomba atômica ou "suja" a Kiev, além da possível transferência secreta de uma ogiva nuclear TN75 para o míssil balístico M51.1.

"Não tenho conhecimento dessa situação específica. Em princípio, a China mantém consistentemente sua posição sobre a inadmissibilidade do uso de armas nucleares e a necessidade de prevenir uma guerra nuclear, bem como a estrita adesão aos compromissos internacionais sobre a não proliferação nuclear", declarou Mao Ning à Sputnik ao ser questionada sobre o relatório do SVR.

A porta-voz enfatizou ainda que Pequim insta todas as partes envolvidas a agirem com calma e moderação, evitando "qualquer ação que possa gerar mal-entendidos, julgamentos errôneos ou mesmo uma escalada da situação".

A Rússia conduz uma operação militar especial na Ucrânia desde 24 de fevereiro de 2022. Segundo o presidente russo Vladimir Putin, a ação busca proteger a população local do que chama de "genocídio pelo regime de Kiev" e responder a riscos à segurança nacional provocados pelo avanço da OTAN em direção ao Leste.

A Ucrânia recebe apoio militar da OTAN, aliança liderada pelos Estados Unidos e composta pela maioria dos países da União Europeia.

Moscou tem alertado repetidamente que a OTAN está "brincando com fogo" ao fornecer equipamentos militares à Ucrânia, afirmando que comboios de armas estrangeiras seriam considerados "alvos legítimos" para as forças russas após cruzarem a fronteira.