Justiça autoriza quebra de sigilo em apuração da morte de coordenador do CRB
Medida inclui dados telefônicos e telemáticos; inquérito sobre assassinato ocorrido há um mês é prorrogado por mais 30 dias
A Justiça de Alagoas autorizou a quebra de sigilo telefônico da ex-companheira de Johanisson Carlos Lima Costa, de 33 anos, coordenador das categorias de base do CRB, assassinado a tiros em Maceió. A decisão integra o conjunto de medidas adotadas no curso das investigações que apuram o crime, registrado no último dia 23 de janeiro, no bairro Santa Lúcia.
Além da quebra de sigilo telefônico, também foi deferido o acesso a dados telemáticos e bancários de suspeitos apontados como envolvidos na execução. Dois investigados seguem presos e outros três morreram durante confrontos com forças de segurança. A quebra de sigilo telemático permite o acesso a informações armazenadas digitalmente, como mensagens de aplicativos, e-mails, registros em nuvem e histórico de navegação.
A Polícia Civil informou ainda que o inquérito foi prorrogado por mais 30 dias, com o objetivo de aprofundar a análise de provas e consolidar a responsabilização dos envolvidos.
De acordo com a delegada Tacyane Ribeiro, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a motivação do crime estaria relacionada a um conflito de natureza passional. Segundo as investigações, a vítima teria retomado contato com a ex-companheira após o fim do relacionamento dela com o suposto mandante, identificado como Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque. A hipótese é de que o ciúme tenha motivado o planejamento do assassinato.
Na manhã do crime, Johanisson seguia para um ponto de ônibus, de onde embarcaria para o Centro de Treinamento Ninho do Galo, quando foi surpreendido e atingido por um disparo na cabeça.
Um mês após o homicídio, o CRB voltou a se manifestar publicamente, reforçando homenagens ao profissional e cobrando Justiça.